domingo, 12 de abril de 2015

Religião - Porque Domina a Humanidade?

Resultado de imagem para Deus

A religião – a crença em seres sobrenaturais, incluindo deuses e fantasmas, anjos e demônios, almas e espíritos – está presente em todas as culturas e permeia toda a História.
A discussão sobre a vida após a morte remonta a, pelo menos, 50.000 a 100.000 anos atrás.

É difícil obter dados precisos sobre o número de crentes de hoje, mas algumas pesquisas sugerem que até 84% da população do mundo são membros de grupos religiosos ou dizem que a religião é importante em suas vidas.

Vivemos em uma era de um acesso ao conhecimento científico sem precedentes, o que alguns acreditam que é incompatível com a fé religiosa. Então, por que a religião é tão difundida e persistente?

Os psicólogos, filósofos, antropólogos e até mesmo os neurocientistas sugerem possíveis explicações para a nossa disposição natural de acreditar, e para o poderoso papel que a religião parece ter em nossas vidas emocionais e sociais.

Morte, cultura e poder
Mas antes de falar das teorias atuais, é preciso entender como surgiram as religiões e o papel que elas tiveram na vida de nossos ancestrais.
As primeiras atividades religiosas foram em resposta a mudanças corporais, físicas ou materiais no ciclo da vida humana, especialmente a morte.

Os rituais de luto são uma das mais antigas formas de experiência religiosa. Muitos de nossos antepassados não acreditavam que a morte era necessariamente o fim da vida – era apenas uma transição.

Alguns acreditavam que os mortos e outros espíritos podiam ver o que estava acontecendo no mundo e ainda tinham influência sobre os eventos que estão ocorrendo.
E essa é uma noção poderosa. A ideia de que os mortos ou até mesmo os deuses estão com a gente e podem intervir em nossas vidas é reconfortante, mas também nos leva a ter muito cuidado com o que fazemos.

Os seres humanos são essencialmente sociais e, portanto, vivem em grupos. E como grupos sociais tendem à hierarquia, a religião não é exceção.
Quando há um sistema hierárquico, há um sistema de poder. E em um grupo social religioso, a hierarquia localiza seu membro mais poderoso: a divindade - Deus.

É para Deus que temos de prestar contas. Hoje em dia, a religião e o poder estão conectados. Estudos recentes mostram que lembrar de Deus nos faz mais obedientes.
Até em sociedades que reprimiram a fé, surgiu algo que tomou seu lugar, como o culto a um líder ou ao Estado.

E quanto menos estável é um país politica ou economicamente, mais provável que as pessoas busquem refúgio na religião. Os grupos religiosos podem, ao menos, oferecer o apoio que o Estado não fornece a quem se sente marginalizado.
Assim, fatores sociais ajudam a desenvolver e fortalecer a fé religiosa, assim como a forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros.

Outras mentes
Em todas as culturas, os deuses são, essencialmente, pessoas, mesmo quando têm outras formas.
Hoje, muitos psicólogos pensam que acreditar em deuses é uma extensão do nosso reconhecimento, como animais sociais, da existência de outros. E uma demonstração da nossa tendência de ver o mundo em termos humanos.

Nós projetamos pensamentos e sentimentos humanos em outros animais e objetos, e até mesmo nas forças naturais – e essa tendência é um dos pilares da religião.

Cerimônias tradicionais, como o batismo, ainda são populares, mesmo para quem diz não ter religião
Assim argumentou-se que a crença religiosa pode ser baseada em nossos padrões de pensamento e de cultura humana. Alguns cientistas, no entanto, foram além e analisaram nossos cérebros em busca do lendário "ponto Deus".

Deus no cérebro
Os neurocientistas têm tentado comparar os cérebros dos crentes e ao dos céticos, para ver o que acontece no nosso cérebro quando rezamos ou meditamos. Se conhece pouquíssimo sobre esse campo - mas há algumas pistas, especialmente no que diz respeito às aéreas cerebrais.

O córtex pré-frontal medial está fortemente associado com a nossa capacidade e tendência para entender os pensamentos e sentimentos dos outros. Muitos estudos têm mostrado que esta região do cérebro está especialmente ativa entre os crentes religiosos, especialmente quando estão rezando. Isso corrobora a visão de que a fé religiosa é uma forma de interação social.

Já o lobo parietal, de acordo com estudos pode estar envolvido em experiências religiosas, especialmente aquelas caracterizadas com a dissolução do ego.

Pontuando a vida
Na medida em que estamos constantemente à procura de padrões, estruturas e relações de causa-efeito, a religião pode fornecer uma variedade de estratégias para que essa busca faça sentido.

As crenças religiosas ajudam os seres humanos a se organizar e dar sentido a suas vidas. E em todas as culturas, e até mesmo entre ateus, os rituais podem ajudar a pontuar eventos importantes da vida.
Embora nem a neurociência, nem a antropologia e nem filosofia tenham uma resposta definitiva para a questão "Deus existe?", todas essas disciplinas dão pistas sobre como nós respondemos às nossas mais profundas necessidades humanas.

Talvez não sejamos programados para acreditar em Deus ou em um poder sobrenatural, mas somos animais sociais com uma necessidade evolutiva de ficar conectado com o mundo e com os outros.
De repente, as religiões são apenas canais para permitir essas conexões.




Fonte: Francesca Stavrakopoulou/BBC



Apenas um trabalhador brasileiro chamado Roberto!




Segunda-feira. 7 horas da manhã.

Ele estava atrasado para o trabalho. Esquecera de colocar o relógio para despertar e quando acordou já passava das sete horas da manhã.

Rapidamente tomara uma ducha e engoliu um café requentado no microondas e foi para a garagem pegar o carro - mas que azar! Um dos pneus dianteiros estava furado! O jeito era correr até a parada de ônibus, já que não teria tempo de trocar o pneu, se bem que ele sabia que o macaco não estava muito bom...!

 Da última vez que trocara o pneu o macaco o deixou na mão. Não levantou o carro o suficiente e ele teve que pedir ajuda no meio da estrada. Mas como todo o brasileiro, deixara para outro dia para mandar consertar e veja no que deu! O pneu estava novamente furado e agora ele não conseguiria trocar, mesmo que tivesse tempo.

Assim que chegou no ponto de ônibus, quase teve um colapso! Haviam umas 30 ou 40 pessoas esperando o ônibus! E quando veio um, ele não conseguiu embarcar, porque já estava praticamente lotado e naquele empurra-empurra não conseguira subir!

Passaram-se mais uns trinta minutos e lá veio outro ônibus. Dessa vez ele não seria gentil, pensou.
Colocou-se na frente das pessoas mais idosas e mulheres e conseguiu embarcar!
Mas o calor ali dentro era insuportável! Só de pé, haviam umas 100 pessoas! Mas ele foi se enfiando entre aquela multidão para conseguir chegar até a porta de desembarque e com os braços para cima para tentar se segurar e ainda carregar sua pasta!

 Naquele aperto total ele viu que não conseguiria ir mais adiante e resolveu ficar por ali mesmo! Nas suas costas estava um homem alto e muito obeso e no seu lado direito outro senhor mais idoso com cara de poucos amigos e na sua frente...Ah não! Pensou ele. Uma mulher muito bonita e como estava muito cheio o coletivo, ele notou que estava encostado demais em suas nádegas bastante avantajadas!
Meu Deus! Preciso sair daqui, se não a mulher vai pensar que estou a assediando!

Ao tentar se locomover naquele espaço tão diminuto, sentiu que quanto mais se movia mais ele pressionava aquele traseiro macio! E não deu outra! De imediato a moça olhou para ele com um semblante feroz e com um esforço descomunal lhe desferiu um tapa no rosto!

Seu tarado! Gritou ela. E logo ele sentiu um soco atrás na sua cabeça! E mais uma cotovelada nas costelas da mesma mulher e um pisão bem naquele calo que tanto doía! Eram tantos tapas e socos e sopapos que ele não sabia nem mesmo quem o estava agredindo! Parem o ônibus! Alguém gritou!
Chamem a polícia! Um tarado no ônibus! A gritaria era geral! Quando ele percebeu, mãos fortes já o retiravam do ônibus numa rapidez gigantesca! Meu Deus! Se eu quisesse descer no meu ponto, levaria uns trinta minutos! Mas com a ajuda dos passageiros enraivecidos desembarcou em um segundo!

Com um olho roxo  e dores por todo o corpo reparou que um carro de polícia já estava o esperando!
Vem cá vagabundo! Gritou o policial. E mais um tapa no rosto! E mais um chute nas canelas de uma senhora que estava em meio a todo aquele alvoroço! Ele tentou se explicar mas não consegui falar devido a um hematoma no lábio superior.Quando viu já estava dentro do camburão da polícia e sendo transportado para a delegacia!

Sentado e algemado na delegacia esperando sua vez de ser interrogado olhou para cima e percebeu que havia um pequeno aparelho de televisão. E qual era a notícia! Ele! Sua imagem aparecia sendo agredido pela multidão enfurecida e a repórter dava a manchete: Preso hoje pela manhã um homem conhecido como o tarado do ônibus que algum tempo vem assediando as passageiras nessa linha que vem para o centro da capital!

Algum tempo? Mas todos os dias vou de carro para o trabalho! Meu Deus! Delegado! Isso não é verdade! Uma dor excruciante veio dos seus lábios inchados.

 Então ele percebeu que apenas pensara tudo aquilo, porque da sua boca não saiu som algum.
O que ele percebeu foi seu celular vibrando no bolso lateral do paletó! Com dificuldade conseguiu pegá-lo e viu que era do escritório! Quando conseguiu com as duas mãos algemadas colocar no ouvido e atender apenas ouviu: Roberto!! Você está demitido!

(Continua..)





Eliézer



sábado, 11 de abril de 2015

Europa - Laboratório Racial!

Resultado de imagem para 7 raças da humanidade

RIO — Muitos imaginam que a Europa é o lar ancestral da população branca, mas um novo estudo revela que a pele clara, assim como outras características, como alta estatura e capacidade de os adultos digerirem leite, chegaram ao continente em tempos relativamente recentes. O trabalho, apresentado na 84ª reunião anual da Associação Americana de Antropologia Física, realizada no fim de março em St. Louis, Missouri, oferece fortes evidências que os europeus modernos não se parecem muito com os de 8 mil anos atrás.

Um time internacional de cientistas analisou o genoma dos restos de 83 indivíduos encontrados em sítios arqueológicos espalhados pela Europa. Os resultados apontam que a população europeia moderna é uma mistura de pelo menos três antigas populações que chegaram à Europa em diferentes migrações nos últimos 8 mil anos. Comparando com dados do Projeto 1000 Genomas, os cientistas conseguiram encontrar quatro genes associados com as mudanças na dieta e a pigmentação da pele que passaram por forte processo de seleção natural.

O estudo confirmou que populações caçadoras e coletoras da Europa não conseguiam digerir os açúcares do leite há 8 mil anos, assim como os primeiros povos agricultores, que vieram do Oriente Próximo há cerca de 7.800 anos. Da mesma forma, pastores Yamnayas, migrantes da região do Mar Negro há 4.800, não possuíam o gene LCT, da lactase. Apenas há 4.300 anos que a tolerância à lactose começou a se espalhar pela Europa.

Sobre a pigmentação, os cientistas encontraram dois genes diferentes relacionados com a coloração da pele, além de um outro, ligado aos olhos azuis e que também pode contribuir para a pele clara e o cabelo louro. Os humanos modernos que migraram da África para a Europa há cerca de 40 mil anos tinham a pele escura, o que é uma vantagem para regiões ensolaradas. E o estudo confirma que há 8.500 anos, povos caçadores e coletores na Espanha, Luxemburgo e Hungria também possuíam a pele escura, pois eles não tinham os genes SLC24A5 e SLC45A2, que levaram à despigmentação e à pele pálida dos europeus atuais.

Mas no extremo norte, onde os baixos níveis de luz favorecem a pele pálida, os pesquisadores encontraram um panorama diferente entre os povos caçadores e coletores: sete corpos do sítio arqueológico de Motala, no sul da Suécia, datados em 7.700 anos, possuíam ambos os genes ligados à pele clara, assim como um terceiro, o HERC2/OCA2, que causa os olhos azuis. Dessa forma, povos caçadores e coletores do Norte da Europa já possuíam a pele pálida, mas os das regiões centrais e sul tinham a pele escura.

Então, os primeiros povos agricultores chegaram à Europa, há 7.800 mil anos, vindos do Oriente Próximo, também carregando os dois genes em questão. Eles se misturaram às populações caçadoras e coletoras e espalharam o gene SLC24A5 pelas regiões Central e Sul da Europa. A outra variante, o SLC45A2, se manteve em níveis baixos de penetração até 5.800 atrás, quando começou a se espalhar pelo continente.

A altura é resultado da interação de diversos genes, mas os pesquisadores descobriram que a seleção natural favoreceu variantes genéticas que favorecem pessoas altas a partir de 8 mil anos atrás, mas com um impulso dado pela migração dos Yamnayas, há 4.800 anos. Dentre as três populações que mais contribuíram para o europeu moderno, eles eram os de maior potencial genético para serem altos.

O estudo não especifica porque esses genes passaram por tamanho processo de seleção, mas existe a teoria que a despigmentação serviu para maximizar a síntese de vitamina D, afirmou a paleoantropóloga Nina Jablonski, da Unversidade do Estado da Pensilvânia. Pessoas que vivem em altas latitudes não recebem radiação UV suficiente para sintetizar a vitamina, então a seleção natural pode ter favorecido duas soluções genéticas para a questão. Evoluir a pele clara para absorver mais radiação e favorecer a tolerância à lactose, para se digerir os açúcares e a vitamina D encontrados no leite.

— O que nós imaginávamos como um entendimento simples sobre o surgimento da pele despigmentada na Europa, é um emocionante trabalho da seleção — disse Nina, em entrevista à revista “Science”. — Esses dados são interessantes porque mostram como se deu a evolução recente.


Fonte: Globo Ciência




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Alho,Cebola e Bile de Vaca Combate Superbactérias!



Um tratamento de mil anos de idade, usado na Idade Média para combater infecções nos olhos, pode ser a chave para acabar com as superbactérias resistentes a antibióticos, de acordo com pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha.
Os cientistas recriaram um remédio anglo-saxão do século 10 que continha cebola, alho, vinho e bile de vaca.

O grupo se surpreendeu ao descobrir que este remédio antigo exterminou quase que completamente, em até 90%, o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM).
O remédio foi descrito em um antigo manuscrito anglo-saxão com instruções sobre tratamentos e bálsamos, o Bald's Leechbook, que está na British Library.

Para os olhos
A especialista em cultura anglo-saxônica Christina Lee, da Universidade de Nottingham, traduziu a receita de um "bálsamo para os olhos, feito com alho, cebola ou alho-porro, vinho e bile de vaca".
"Escolhemos esta receita porque contém ingredientes, como o alho, que estão sendo investigados por cientistas do presente por sua potencial eficácia em tratamentos com antibióticos", disse a especialista que teve a ideia de provar a cientificamente o efeito do remédio.

"Algumas palavras eram ambíguas e tivemos que pensar muito para saber a qual ingredientes se referiam", disse Freya Harrison, pesquisadora da Escola de Ciências da Vida da mesma universidade.
"Reconstruímos (a receita) da forma mais fiel que pudemos", acrescentou Harrison.

Receita detalhada
A receita descreve uma forma muito específica de obter o bálsamo, que inclui a utilização de uma vasilha de metal para ferver a mistura em água e deixar descansando durante nove dias.

Os pesquisadores provavam todos os ingredientes frescos separadamente, assim como o remédio em seu conjunto e também uma solução de controle, sem os componentes vegetais.
O remédio resultante da receita medieval exterminou até 90% de bactérias cultivadas em laboratório, tanto em feridas sintéticas como em feridas reais infectadas em ratos.

Harrison afirmou que a equipe esperava que o bálsamos demonstrasse "certa atividade antibiótica".
"Mas ficamos espantados ao ver a eficácia da combinação de ingredientes", afirmou.
Os cientistas diluíram a mistura para testar a dosagem ideal contra uma infecção real em uma pessoa.
Eles concluíram que, quando muito diluído, o remédio não consegue matar o Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (SARM), bactéria que gera infecções na pele e no sangue. Mas, mesmo diluído, o remédio consegue interferir na comunicação celular da bactéria.

Para os pesquisadores esta é uma "conclusão chave", já que as células precisam se comunicar para ativar os genes que permitem que elas causem danos nos tecidos infectados.
Os microbiólogos acreditam que bloquear esta comunicação seria uma forma alternativa de tratar infecções.

As conclusões da equipe de pesquisadores serão apresentadas na Conferência Anual da Sociedade de Microbiologia Geral, em Birmingham.
"Parece que os médicos anglo-saxões puseram em prática algo bem próximo dos métodos científicos modernos com sua ênfase na observação e na experimentação", disse Tom Feilden à BBC.
"O Bald's Leechbook pode conter lições importantes para nossa batalha atual contra a resistência a antibióticos", acrescentou.

A receita do bálsamo para os olhos de Bald
Misturar uma quantidade semelhante de alho com cebola ou alho-poró, picada e esmagada em um pilão durante dois minutos.
Adicionar 25 ml de 'vinho inglês', extraído de um vinhedo histórico perto de Glastonbury, que já existia no século 9, para tentar reproduzir a receita da forma mais fiel.
Dissolver sais biliares bovinos em água destilada e então manter a mistura fria, a quatro graus, durante nove dias.



Fonte:BBC Brasil


terça-feira, 7 de abril de 2015

'Don Juan' chinês se dá mal!

Resultado de imagem para Don Juan chines

Um leve acidente de carro foi o suficiente para acabar com 17 relacionamentos ao mesmo tempo. O chinês identificado como Yuan pela mídia local deu entrada em um hospital na cidade de Changsha, na província de Hunan, após sofrer um pequeno acidente, e horas depois, viu suas 17 namoradas aparecerem para saber sobre seu estado de saúde.

Foi assim que todas elas descobriram que 'dividiam' o mesmo homem por meses – ou até anos, em alguns casos. Os médicos foram contatar os 'parentes' do chinês acidentado, e todas as suas 'namoradas' apareceram no hospital ao mesmo tempo.

Tanto as garotas, quanto os próprios funcionários do hospital, ficaram surpresos quando descobriram a verdade ao chegarem em massa ao local para ver o mesmo homem.
"Eu fiquei muito preocupada quando soube que ele estava no hospital", disse Xiao Li, que saía com Yuan há um ano e meio, ao jornal local Chen Bao. "Mas quando comecei a ver mais e mais meninas lindas chegando aqui para vê-lo, eu não conseguia parar de chorar."

Ela conta que criou um grupo para conversar com as outras 16 mulheres online e descobriu que algumas delas chegaram a ajudá-lo financeiramente, emprestando dinheiro a ele por nove anos.

Wang Fang, que também se relacionava com Yuan, disse que tem um filho com o galanteador chinês. "Eu não o amo mais, mas amo muito meu filho. O que vou fazer agora?". Outra namorada, Xiao Ting, afirmou que achava que Yuan era "o cara certo" para ela e que havia começado a planejar o casamento dos dois.

A história de Yuan ficou famosa na China pelas redes sociais, com milhares de pessoas fazendo comentários sobre a façanha do chinês namorador. Mas nem todos criticaram o homem das 17 namoradas – muitos se disseram admirados com sua capacidade 'multitarefas' para administrar os relacionamentos, e outros comentaram que as mulheres deveriam ter percebido algo estranho na relação com 'Don Juan' chinês.

Apesar da confusão nos relacionamentos, os problemas de Yan só estão começando. A polícia local já começou uma investigação sobre alegações de fraude envolvendo o chinês.
Quem muito quer, tudo perde!


Fonte: BBC Brasil.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Síria - Quatro anos de intensa matança!

Resultado de imagem para guerra na siria

A guerra na Síria completou no dia 15 de março quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático, um regime cada vez mais apegado ao poder e uma comunidade internacional preocupada, especialmente, com as atrocidades do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

As organizações internacionais condenaram  o fracasso dos governos de todo o mundo para encontrar uma solução à guerra, que segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) provocou mais de 215.000 mortes, em uma estimativa conservadora.
Além disso, a batalha forçou metade da população síria a abandonar suas casas.



A imagem das manifestações pacíficas iniciadas em 15 de março de 2011 desapareceu há muito tempo.
A revolta popular contra o regime ganhou um caráter militar ante a repressão do governo até virar uma guerra civil complexa, na qual se enfrentam tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas.

Resultado de imagem para guerra na siria

A diplomacia está bloqueada, após duas séries de negociações em vão entre o regime e a oposição. Dois enviados especiais jogaram a toalha e um terceiro tentou obter a aplicação, sem sucesso, de uma suspensão dos combates em Aleppo.
 Pelo menos 26 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em ataques aéreos do regime sírio perto de Damasco.

Os ataques aconteceram na cidade de Duma, ao nordeste da capital.
O OSDH afirmou que os aviões do governo executaram quatro ataques em Duma e que entre os feridos estão mulheres e crianças. A ONG advertiu que o balanço de mortos pode aumentar porque há feridos em estado grave.

Duma fica em Guta Oriental, reduto opositor e alvo de grandes ataques aéreos do governo há vários meses, enquanto os rebeldes disparam mísseis a partir desta cidade contra Damasco.

Mudança perigosa
A incapacidade da comunidade internacional para acabar com a violência alimenta o sentimento de amargura e abandono dos sírios, que enfrentam, segundo a ONU, "a situação mais importante de emergência humanitária de nossa era".

Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) advertiu para a "mudança perigosa" na crise, já que dois milhões de sírios com menos de 18 anos podem virar uma "geração perdida".
No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza.

Os combates destruíram as infraestruturas e, com isto, provocaram uma grande escassez de energia elétrica, água e alimentos, especialmente nas zonas cercadas pelo exército.
As organizações de defesa dos direitos humanos investigaram as atrocidades cometidas pelo regime sírio de Bashar al-Assad.
Mais de 13 mil sírios morreram torturados nas prisões desde o início da revolta popular e outras dezenas de milhares continuam nas penitenciárias do governo, embora muitos deles sejam citados como desaparecidos.

O OSDH anunciou um balanço devastador do conflito.
"Contabilizamos 215.518 mortos em quatro anos de guerra, incluindo 66.109 civis", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, que dispõe de uma ampla rede de fontes na Síria.

Resultado de imagem para guerra na siria

Entre as vítimas civis, 10.808 eram crianças.
Mais de 5 mil pessoas morreram no país desde fevereiro, segundo Rahman.
O balanço, destacou Abdel Rahman, "é certamente superior aos 215 mil mortos contabilizados, pelo grande número de desaparecidos com paradeiro ignorado".
Ele também disse que é necessário acrescentar as 20 mil pessoas que estão nas prisões do regime e são consideradas desaparecidas.

Também são ignorados os destinos de milhares de civis e combatentes que foram sequestrados.
"O número supera 215 mil mortos, enquanto a comunidade internacional permanece em silêncio e nenhum tribunal internacional pune estes crimes", denuncia Rami Abdel Rahman.
"A impunidade estimula o assassino a continuar com seus crimes", completou.
"O povo sírio se levantou em março de 2011 para conquistar um Estado de direito e a liberdade, e não para passar da opressão da ditadura à opressão do grupo Estado Islâmico", concluiu.

Resultado de imagem para guerra na siria

Assad apegado ao poder
Apesar da indignação internacional com o número de vítimas e o suposto uso de armas químicas pelo regime em meados de 2013, Bashar al-Assad continua fixado ao poder, ainda mais quando suas forças consolidam a presença na periferia de Damasco e Aleppo em detrimento da rebelião.
Diante dos rebeldes, o exército destaca sua superioridade militar, reforçada com combatentes estrangeiros, como os do Hezbollah libanês. Apesar das provas apresentadas por ONGs, Assad nega o uso de barris de explosivos.

Os países ocidentais, que exigiam a saída de Assad em 2011, se tornaram menos veementes após o surgimento do grupo Estado Islâmico, considerado atualmente a organização terrorista mais perigosa e melhor financiada do mundo. O secretário de Estado americano, John Kerry, destacou recentemente que a prioridade de Washington é vencer os jihadistas.

Resultado de imagem para estado islamico

Mas Kerry admitiu que o governo dos Estados Unidos terá que negociar com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, para acabar com a guerra civil neste país.
"Ao final teremos que negociar. Sempre estivemos dispostos a negociar dentro do processo (de paz) de Genebra I", disse Kerry em uma entrevista exibida pelo canal CBS.
Ele destacou que Washington trabalha sem descanso para reativar os esforços para encontrar uma solução política para acabar com a guerra.

O governo americano liderou os esforços internacionais para iniciar os diálogos de paz entre Assad e uma fragmentada oposição síria, aproximando as partes pela primeira vez em uma reunião em Genebra no ano passado.

Mas após duas séries de debates, as negociações afundaram sem a programação de novos encontros, enquanto aumenta o número de mortes no conflito.
"Assad não queria negociar", disse Kerry à CBS.

"Mas se estiver preparado para iniciar uma negociação séria sobre a implementação de Genebra I, com certeza (...) e o que estamos tentando obter é que venha e faça isto", respondeu ao ser questionado se negociaria com Assad.

Poucas esperanças de paz
Desde meados de 2014, Washington lidera uma coalizão internacional contra o EI no Iraque e na Síria, onde os jihadistas proclamaram um califado nos territórios sob seu controle.
Os bombardeios aéreos permitiram às forças curdas expulsar os jihadistas de algumas áreas ao norte da Síria, mas o EI mantém sua força, como demonstram os vídeos divulgados de decapitações de civis, jornalistas e voluntários.

O grupo extremista sunita atrai milhares de combatentes estrangeiros, incluindo muitos ocidentais, o que aumenta o temor de possíveis ataques jihadistas após o retorno a seus países de origem.
As esperanças de paz na Síria são cada vez menores, mas uma nova rodada de negociações, com resultado incerto, está prevista para este mês de abril, em Moscou, entre enviados de Damasco e uma delegação da oposição.



Da France Presse/Globo



O Grande Erro da Economia!

Resultado de imagem para economia


A Teoria Econômica Clássica é brilhante. A ideia básica, formulada pelo filósofo escocês Adam Smith em 1776, é que o mercado é a melhor maneira de determinar o valor das coisas. Ponha algo para vender, espere até alguém aparecer querendo comprar e pronto: logo um preço surgirá. Se a oferta aumentar, o preço cai, se a demanda subir, o preço sobe. Simples, prático e genial. Mas, infelizmente, essa teoria contém um pequeno erro. Pequeno, mas, se ele não for corrigido, o mundo acaba.

O erro de Adam Smith é que ele se esqueceu de pensar que certas coisas não têm preço. Isso porque algumas coisas têm mercados que movimentam dinheiro e outras não. Imagine uma árvore milenar, crescendo sem dono no meio da Floresta Amazônica. Não há mercado nenhum em funcionamento aí - dinheiro nenhum muda de mãos enquanto a árvore cresce e os séculos passam. Mas, se formos até a floresta com uma serra, fatiarmos a coitada em tábuas e colocarmos as ditas cujas para vender a R$ 5 o metro linear, vai surgir um mercado. Alguém aparecerá querendo comprar e aí é uma beleza: a economia se move, dinheiro circula, o PIB aumenta, o Brasil cresce. Derrubar árvores aumenta o PIB, plantar árvores não.

A árvore crescendo majestosa no meio da floresta não tem preço, mas isso não quer dizer que ela não tenha valor. Ela tem - por exemplo, para os milhões de seres que habitam sua copa e curtem sua sombra. Ou para as pessoas do futuro que sofrerão de doenças cuja cura está nos genes de um desses seres. Ela tem valor para todos os habitantes da América do Sul, já que as árvores amazônicas propulsionam uma "bomba biótica" - soltam umidade na atmosfera e os ventos oceânicos empurram essa umidade para o continente todo, garantindo as chuvas e, portanto, a fertilidade, do cerrado aos pampas.

Não é um valor teórico - é concreto, real. Se não houvesse a árvore, um monte de gente ia ficar mais pobre. Mas esse valor é difícil de calcular e, portanto, os mercados não o enxergam. É como se árvore fosse grátis. Se a árvore é grátis e a tábua custa R$ 5 o metro, segundo as leis de Adam Smith, cria-se um incentivo para todo mundo derrubar árvores e vender tábua a rodo (e rodo também). Até que, naturalmente, as árvores acabam. Isso é um erro porque, ao final do processo, todos ficamos mais pobres.

O nome desse erro da economia é "externalidade", que é aquilo que não está computado na formação de um preço. O maior problema do mundo hoje é que a economia está repleta de externalidades. Segundo o economista indiano Pavan Sukhdev, da Universidade Yale, mais de 50% dos ganhos das empresas na realidade são externalidades. Ou seja: a maior parte da economia mundial não são lucros - são roubos. É alguém impondo um custo a outro para fazer dinheiro para si próprio.

Por exemplo, dizem que a maneira mais barata de produzir energia é queimando carvão e usando o calor gerado. O que a economia não calcula é que a produção dessa energia gera um custo para o mundo maior do que seu próprio valor. Segundo Pavan, para cada R$ 1 de energia que é produzida com queima de carvão, impõe-se um custo de até R$ 3,50 para a economia. Ou seja, se fizermos a conta direitinho, descobrimos que as usinas termelétricas não produzem energia: elas queimam dinheiro.

O economista dos transportes Charles Komanoff tem um outro exemplo. Segundo ele, a cada vez que uma pessoa anda de carro em Nova York, os outros habitantes da cidade perdem 3 horas e 15 minutos de suas vidas, no trânsito. Cada novo carro na rua aumenta um tiquinho o congestionamento, fazendo com que cada um dos outros carros percam alguns segundos. O que Komanoff fez foi somar todos esses segundos. Descobriu que, quando um motorista tenta economizar 5 minutos, a cidade perde mais de 3 horas. Não é à tôa que hoje a velocidade média de um carro no trânsito em uma grande cidade é menor do que no tempo das carroças movidas a boi.

E como eliminar as externalidades para corrigir a escorregada de Adam Smith? O único jeito é incluir no preço das coisas todos os custos e esperar que o mercado cuide do resto. Se o carrão que gera trânsito custar mais, cria-se um incentivo para que se escolha veículos menores. Se a tábua incluir no seu preço a sombra perdida e os bichos desalojados, vai ficar mais barato comprar madeira reflorestada.

Vários países estão criando taxas para matar externalidades. Claro que a última coisa que o Brasil precisa é de mais impostos. Mas, e se todos os impostos atuais fossem eliminados e criássemos todo um novo código tributário, do zero, com um único critério: eliminar externalidades?

O primeiro passo é fazer contas: calcular na ponta do lápis o preço exato de tudo que a economia esqueceu. Claro que não vai ser fácil chegar a um acordo sobre o preço justo de coisas como sombra, silêncio e vida humana, e é por isso que precisaremos de gente boa de números. Pavan Suhhdev costuma dizer que são os contadores que vão salvar o mundo.

Aí bastará incluir no preço das coisas os custos escondidos que elas têm. Muita gente vai chiar. Hábitos que costumamos ver como baratos - comer carne, queimar gasolina, misturar cimento - vão ficar bem mais caros. Mas aí é questão de tempo até uma nova geração de empreendedores inventar opções alternativas - veículos que não poluem, comidas que fazem bem, produtos que não destroem - por preços razoáveis. E aí o mercado funcionará, do jeito que Adam Smith descreveu.




Fonte: Denis Russo Burgierman - Superinteressante