quinta-feira, 18 de junho de 2015

Fio Dental aumenta expectativa de vida!




Ninguém sabe ao certo quando vai morrer, mas algumas mudanças simples de hábitos podem garantir alguns anos a mais na vida das pessoas, como, por exemplo, o uso regular de fio dental.

Pelo menos é isso que sugere Thomas Perls, professor de medicina da Universidade de Boston. O especialista desenvolveu uma calculadora capaz de estimar com quantos anos uma pessoa vai morrer.

O cálculo é feito a partir de perguntas que avaliam o estilo de vida das pessoas, se elas seguem uma alimentação regrada, se fazem exercícios físicos regularmente e até mesmo se usam o fio dental todos os dias.

O uso do fio dental não só previne a cáries, mas também outras doenças que podem ser fatais, como câncer de boca, HPV, diabetes, doenças renais e até mesmo problemas cardíacos.

Um levantamento recente da Universidade do Texas indicou que pessoas com doenças periodontais estão mais suscetíveis a contraírem infecção oral por HPV.Alguns estudos recentes também têm associado doenças na gengiva com problemas cardíacos.

No Brasil, os dados mais recentes do IBGE apontam que 53% dos brasileiros têm o hábito de fazer a higienização completa todos os dias dos dentes ? ou seja- com uso de escova, pasta e fio dental. A mesma proporção de pessoas, no entanto, não costuma frequentar um dentista todos os anos.




Fonte: Super



terça-feira, 16 de junho de 2015

Polícia Americana Se Apossa de Milhões de Dólares de Inocentes


 Resultado de imagem para dólares americanos roubados pela policia

Um relatório da organização de direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) acusa a cidade da Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, de confiscar milhões de dólares de pessoas que nunca foram condenadas ou, muitas vezes, nem mesmo acusadas de qualquer crime.

Segundo o documento, a quantia que policiais e promotores confiscam de moradores inocentes ultrapassa US$ 1 milhão por ano. Esse cálculo leva em conta somente dinheiro vivo, não inclui imóveis ou outros bens apreendidos.

As ações na Filadélfia, assim como no resto dos Estados Unidos, têm como base leis de combate ao tráfico de drogas que permitem a policiais e promotores confiscar e manter bens e propriedades que suspeitem ter relação com algum crime. Essas leis foram criadas a partir dos anos 1980 para atingir grandes traficantes.



Mas segundo a ACLU e outras organizações de defesa de direitos civis, elas muitas vezes são usadas contra cidadãos inocentes e como fonte de renda para as agências do governo responsáveis por colocá-las em prática.

Diversos casos recentes de confiscos promovidos por órgãos locais, estaduais ou federais ganharam manchetes nos Estados Unidos.

Em Michigan, duas fornecedoras de maconha medicinal (legal naquele Estado) disseram em testemunho diante de deputados que suas casas foram invadidas por policiais mascarados e armados, que levaram todos os seus bens, incluindo cortador de grama, bicicleta e US$ 90 que a filha de uma delas havia recebido de presente de aniversário.

Na Carolina do Norte, o dono de uma loja de conveniências em uma área rural teve todo o dinheiro em sua conta bancária – US$ 107,7 mil – confiscado porque o governo federal desconfiou dos depósitos em dinheiro vivo que ele fazia, mesmo sem qualquer indicação de ação criminal.

Um passageiro de um trem com destino a Los Angeles teve todas as suas economias (US$ 16 mil) apreendidas por um policial que desconfiou da quantia – que seria usada para abrir uma empresa de vídeos.

Segundo reportagem do jornal The Washington Post com dados federais, desde 2001 a polícia confiscou US$ 2,5 bilhões em dinheiro de pessoas nunca condenadas por qualquer crime.

Filadélfia

O relatório da ACLU, divulgado neste mês, analisa com base em documentos e entrevistas uma amostra aleatória de 350 casos de confisco de dinheiro vivo na Filadélfia entre 2011 e 2013.

Ele estima que, nesse período, metade de todos os casos de confisco de dinheiro vivo envolveu somas menores de US$ 192, valor muito aquém do movimentado por líderes do tráfico ou do comum nesse tipo de ação.

O Departamento de Justiça, por exemplo, estabelece que, em ações levadas adiante pelo governo federal, a quantia mínima em dinheiro vivo sujeita a confisco é de US$ 5 mil, ou US$ 1 mil caso haja acusação criminal.

Segundo o relatório, 8% dos casos de confisco na Filadélfia não envolveram acusação criminal e 23% envolveram acusações que não resultaram em condenação.

“Longe de perseguir os ganhos ilícitos de traficantes condenados, o gabinete do procurador da Filadélfia (órgão equivalente ao Ministério Público Estadual) confisca mais de US$ 1 milhão em dinheiro vivo por ano de cerca de 1,5 mil pessoas que não foram condenadas por nenhum crime”, diz a ACLU.

A ACLU critica ainda o fato de a maior parte do dinheiro confiscado ir direto para os cofres desse mesmo órgão, ele próprio responsável pelo processo de confiscos. Segundo o documento, “são cerca de US$ 2,2 milhões, ou 7% de seu orçamento.”

“Como resultado, essas agências têm um forte incentivo financeiro para conseguirem o maior número de confiscos possível”, diz o relatório. “Evidências preocupantes sugerem que os ganhos e os amplos poderes oferecidos pelas leis de confisco distorceram uma ferramenta originalmente destinada a carteis e traficantes.”

O relatório também sugere que a população negra é penalizada desproporcionalmente. Apesar de representarem 44% dos moradores da cidade, os negros responderam por 63% dos casos de confisco no período analisado, e 71% dos casos em que não houve condenação.

Ação civil

O procurador da Filadélfia, Seth Williams, disse em um comunicado que a ACLU agiu “cínica e falsamente” e rejeitou as alegações contidas no relatório.

“Confisco não é um processo criminal. É uma ação civil, como qualquer caso em que alguém é processado por causar danos a uma pessoa ou propriedade. Se o autor do dano perde a ação, ele é tão ‘inocente’ quanto o motorista imprudente que bate no seu carro”, diz Williams.

“Se o autor é trazido diante de um tribunal em uma ação civil e não convence o juiz, concorda que estava errado ou simplesmente não comparece, ele é responsável, e haverá uma penalidade civil”, afirma.

Williams diz ainda que seu gabinete está constantemente preocupado em aumentar as garantias para proprietários de bens.

“Mas, ao contrário da ACLU, nós não estamos dispostos a ignorar a parte verdadeiramente inocente aqui: os residentes desfavorecidos de vizinhanças tomadas pelas drogas. Eles merecem a mesma proteção da lei e têm o direito de esperar que o sistema de Justiça feche pontos de drogas e tire armas e dinheiro das mãos de criminosos.”

Processo difícil

Especialistas afirmam que é muito difícil reaver dinheiro ou bens confiscados, mesmo quando a pessoa é inocente. Como as leis de confisco são civis, não é necessária condenação nem acusação criminal.

“Pelas leis de confisco civil, é dos proprietários o ônus de ir à Justiça e gastar um ano ou mais tentando provar sua inocência e ganhar seu dinheiro de volta”, diz o advogado Larry Salzmann, do grupo de direitos civis Institute for Justice, que publicou recentemente um relatório sobre confiscos feitos pelo Internal Revenue Service (órgão equivalente à Receita Federal).

Para a ACLU, “a lei é enraizada em uma contradição básica: que o governo pode confiscar propriedade relacionada a um crime sem provar que o proprietário é culpado”.

“Como são tecnicamente procedimentos contra propriedade, não pessoas, os proprietários não têm as mesmas proteções constitucionais que receberiam se fossem réus acusados de um crime”, diz a organização.

No caso em que as quantias confiscadas são baixas, como os revelados no relatório da ACLU, a chance de reaver o dinheiro é ainda menor, já que os custos com advogados, procedimentos judiciais e horas perdidas de trabalho superam em muito o valor apreendido.

Diante das crescentes críticas, o governo federal e vários Estados estão analisando reformas em suas leis de confisco. Na Pensilvânia, um projeto em discussão estabelece que só é possível confiscar propriedades permanentemente em casos em que há condenação por algum crime.

Segundo a ACLU, uma reforma importante seria garantir que dinheiro e bens confiscados sejam encaminhados para um fundo estadual ou local e então distribuídos pelo processo normal de orçamento, “em vez de cair diretamente nos cofres das agências responsáveis por executar os confiscos”.






Fonte: BBC






segunda-feira, 15 de junho de 2015

Igreja começa punir ministros pedófilos!




O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (15/06) que Jozef Wesolowski, um ex-arcebispo e antigo núncio (embaixador) papal na República Dominicana, será o primeiro membro do alto escalão da Igreja Católica a ser julgado por acusações de abuso sexual de menores. O julgamento está marcado para começar em 11 de julho.

Wesolowski é acusado de abuso sexual de menores enquanto desempenhava suas funções na República Dominicana, entre 2008 e 2013, e de posse de pornografia infantil já em Roma, em 2013 e 2014. O antigo arcebispo, de 66 anos, havia sido discretamente afastado do cargo, depois de a hierarquia católica ter sido informada de que ele pagava regularmente rapazes dominicanos por serviços sexuais.

Wesolowski é acusado de corromper sexualmente jovens, possuir material pornográfico infantil, causar danos psicológicos e manter uma conduta que ofende os princípios religiosos e morais. Se for considerado culpado, pode ser condenado a uma pena de 6 a 12 anos de prisão. Em junho de 2014, ele foi afastado da Igreja Católica, mas permaneceu em liberdade até setembro de 2014, quando foi colocado em prisão domiciliar. Wesolowski nasceu na Polônia, mas é cidadão do Estado da Cidade do Vaticano.

Em comunicado, o Vaticano afirma que "as graves alegações" contra Wesolowski serão avaliadas e, "se necessário", haverá recurso à "cooperação legal internacional para a avaliação da prova testemunhal" obtida na República Dominicana. As autoridades dominicanas, com as quais o Vaticano afirmou cooperar estreitamente, identificaram ao menos quatro rapazes vítimas de abuso pelo enviado papal.

Pessoas ligadas ao Vaticano disseram à agência de notícias Reuters que a decisão do presidente do tribunal da Santa Sé de processar Wesolowski não seria tomada sem o aval do papa Francisco. Segundo elas, tal medida é um claro sinal de que o pontífice tenciona ser inflexível com os religiosos que cometeram abuso sexual.

Também nesta segunda-feira, o papa Francisco aceitou a demissão de dois bispos norte-americanos, o arcebispo de Saint Paul e Minneapolis, John Clayton Nienstedt, e seu adjunto, Lee Anthony Piche, acusados de encobrirem casos de abuso sexual de menores por um padre.
O Vaticano não explicitou a razão das demissões, mas Nienstedt e Piche foram identificados por associações de vítimas como os responsáveis hierárquicos por ocultar abusos sexuais cometidos pelo padre Curtis Wehmeyer.





Fonte: DW


domingo, 14 de junho de 2015

Desperdício de alimentos!



Deveria ser ilegal desperdiçar comida?
Ao que parece, sim. Nós produzimos mais alimentos do que o necessário, mas ainda temos milhões de brasileiros que não têm o que colocar no prato. Essa conta não bate justamente porque muitos produtos - ainda em boa qualidade - vão parar no lixo. Para acabar com o desperdício, a França acabou de aprovar uma lei que obriga os mercados a doar os alimentos não vendidos.

Na terra do Napoleão, uma só pessoa joga fora até 30 kg de alimento por ano. A situação ficou tão feia que o jeito foi mesmo apelar para multas e fazer pesar no bolso dos mercados. Na prática, ficou proibido encaminhar para a lata de lixo o que não for vendido, mas que ainda está em boas condições para consumo. Para isso, as saídas possíveis são instituições de caridade, a compostagem agrícola ou até o uso dos produtos para preparar ração animal.

Os brasileiros não ficam para trás em matéria de desperdício - por aqui, cerca de 26 milhões de toneladas são desperdiçadas todos os anos. É um dado alarmante, considerando que mais de 7 milhões de pessoas ainda passam fome no país. O desperdício está presente em todas as etapas da trajetória dos alimentos: desde a colheita até o prato do consumidor.

O Chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Celso Moretti, destacou os problemas que os produtos alimentícios sofrem no transporte. A falta de refrigeração dos alimentos, a colheita feita de modo errado e recipientes inadequados para transporte contribuem para que alimentos em perfeito estado sejam descartados. "Realizamos uma pesquisa que acompanhou o transporte de melões do Rio Grande do Norte até São Paulo. A temperatura no topo da carga chegou a 48ºC", diz.

No Brasil, a ONG Banco de Alimentos tenta reverter o enorme desperdício: ela é uma das grandes responsáveis por atuar na distribução da comida que seria jogada fora. "Atualmente complementamos a alimentação de mais de 21 mil pessoas por dia doando, em média, 30 mil quilos de alimentos por mês só em São Paulo", detalha a nutricionista Marcela Correa, que trabalha no projeto. "Esses alimentos são adquiridos por meio da colheita urbana, na qual os doadores cadastrados em nosso programa cedem as sobras de comercialização que serão redistribuídas pela ONG nas instituições cadastradas no projeto".

E há, ainda, outros motivos para o desperdício. Existe um preconceito muito grande (e infundado) contra alimentos considerados "feios". Por falta de informação, esses alimentos são descartados mesmo estando em perfeitas condições de utilização. Sobre esse problema, Marcela comenta que, para plantar, colher e transportar os produtos, são gastos inúmeros recursos como água, petróleo e terra, aumentando a rede de desperdício.

Em 2014, alguns supermercados da França lançaram uma campanha para incentivar o consumo de frutas e legumes "feios". O incentivo era um desconto de até 30% nos alimentos. A iniciativa foi um sucesso. Existe também em Portugal a cooperativa Fruta Feia, que trabalha diretamente com o produtor, recolhendo os produtos que seriam descartados e preparando cestas que são vendidas aos associados. Todo o lucro arrecadado é revertido para o próprio projeto. Com o slogan "Gente bonita come Fruta Feia", a cooperativa evita semanalmente o desperdício de 2 toneladas de alimentos hortifruti.


Outro método que evita o desperdício de comida é o aproveitamento integral de alimentos (ou AIA). Ou seja: cascas, sementes, talos, folhas e qualquer outra parte do alimento pode ser usada. Além de evitar o desperdício, essas partes não convencionais são mais ricas em nutrientes e podem render receitas gostosas (dá até pra fazer um beijinho com bagaço de beterraba). O que existe é um preconceito rodeando essa prática, já que ela é comumente associada a pessoas de renda mais baixa.



Aproveitamento completo

Mas as iniciativas para barrar o desperdício não pipocaram só no Velho Continente. No Brasil, um dos exemplos vem da lei Bom Samaritano, que altera a responsabilidade dos empresários sobre frutas, verduras e alimentos perecíveis em geral levados a instituições de caridade. Atualmente, se alguém passar mal depois de comer produtos doados, o doador pode ser responsabilizado juridicamente.

 Pelos novos padrões, se o doador não tiver noção sobre problemas com o alimento e quem recebê-lo não identificar nenhum estrago, fica tudo bem. Ou seja, se a pessoa que adquiriu o produto passar mal e isso não tiver nada a ver com o que o doador ofereceu, a lei não pode puni-lo por isso. A medida motivaria mais companhias a aderir aos esquemas de doações e a combater também a fome, que atinge milhões de brasileiros - ainda que nossa produção supere em 30% o necessário para abastecer todos os habitantes do país.





Fonte:  Ana Luísa Fernandes, Priscila Bellini/Superinteressante





sábado, 13 de junho de 2015

Assassinato de albinos na África Oriental!




Crenças que atribuem poderes mágicos aos albinos fomentam mercado negro de partes do corpo deles na Tanzânia e no Quênia. Muitos são mortos, e outros tantos, mutilados.

A vida não é fácil para Mohamed Mabula. Com um pequeno táxi-bicicleta, ele tenta sustentar a família na pequena localidade de Ndembezi, no distrito tanzaniano de Shinyanga. O dinheiro mal dá para alimentar a esposa e as seis crianças. Há também outros gastos para os cuidados dos filhos, Dotto e Shija. Os dois têm, respectivamente, 6 e 4 anos e sofrem de um distúrbio congênito de pigmentação da pele conhecido como albinismo. Com esse diagnóstico, eles vivem em constante perigo na Tanzânia.

Isso está ligado a uma superstição, fomentada por alguns comerciantes e curandeiros. Segundo a crença, os albinos teriam poderes mágicos. Remédios especiais poderiam ser fabricados a partir de seus ossos. Especialistas afirmam que partes do corpo de albinos valem centenas de euros no mercado negro, e um corpo inteiro pode custar até 65 mil euros. Regularmente, os albinos são vítimas de ataques.

De acordo com as Nações Unidas, ao menos 75 albinos foram assassinados na Tanzânia desde 2000, outras dezenas foram mutilados. Em maio deste ano, agressores deceparam a mão de uma mulher de 30 anos no distrito de Mpanda. Oito suspeitos estão respondendo a processo. Em Ndembezi, Mohamed Mabula espera, enquanto isso, uma melhor proteção para sua família. "Eu moro numa simples cabana de barro. Peço ao governo que me ajude a construir uma casa segura, para que minhas crianças possam dormir sem medo."

Governo intervém
Depois de o número de ataques ter aumentado acentuadamente nos últimos tempos, o governo da Tanzânia respondeu com ações de busca, que culminaram na prisão de mais de 200 curandeiros este ano. Em março último, o presidente, Jakaya Kikwete, condenou os ataques contra os albinos como "abomináveis e uma vergonha para nossa nação."

Várias ONGs, como a Sociedade de Albinismo da Tanzânia, lutam pela proteção das pessoas com albinismo no país. Por meio de campanhas de conscientização, elas querem extinguir preconceitos e, com pedidos de doações, ajudar albinos que crescem em difíceis condições.
Em algumas partes do país, tais campanhas já apresentam resultados. No distrito de Mwanza, entre 2006 e 2009, a situação dos albinos foi particularmente difícil, afirmou à DW o chefe de polícia do distrito, Valentino Mlolowa. "A superstição é generalizada nesta área", afirmou.

Ainda mais importantes são as medidas tomadas pelas autoridades, disse Mlolowa, explicando que um programa governamental para escolas de bairro pode ajudar, por exemplo por meio do aperfeiçoamento das aulas de biologia, onde os alunos podem aprender que o albinismo é uma doença hereditária e não tem nada a ver com bruxaria. "O presidente ordenou que todas as escolas fossem equipadas com laboratórios", explicou Mlolowa, mostrando-se confiante: "A superstição diminui com uma melhor formação científica."

Vida com medo
Apesar de todos os esforços: o caminho ainda é longo até que pessoas com albinismo possam viver tranquilamente na Tanzânia. Por isso, muitas famílias escondem os filhos afetados pelo distúrbio. Outras crianças vivem em centros especialmente criados para elas, onde recebem proteção e ensino, como, por exemplo, a escola fundamental Mazoezi Kabanga, em Kigoma, no oeste da Tanzânia. Ainda não se vislumbra uma solução para o problema, dizem pessoas cujo cotidiano se restringe ao centro escolar.

Uma delas é Hamida Ramdhani, mãe de três albinos. Ela mesma não tem o distúrbio. Ela disse se sentir presa, banida pela sociedade. "Não me sinto bem por escutar que cada vez mais pessoas são assassinadas." Deborah Ruge, de 14 anos, vive no centro desde que desconhecidos tentaram assassiná-la, em 2010. Embora ela se sinta bem cuidada, a falta de contato com a família é dolorosa: "Gostaria de ver meus pais somente uma vez."
O albino Berthold Alfred fez formação para ensinar em escola fundamental. Embora ele acredite que sua ajuda seria importante em sua cidade natal, há muito que ele não visita os pais, que vivem num vilarejo na fronteira com o Burundi: "Em casa, eu poderia passar o meu aprendizado adiante". Ele afirmou desejar que ele mesmo pudesse ajudar a eliminar os preconceitos. Mas, como albino, ele também depende da proteção do centro.

Eliminar preconceitos
O caso de Berthold Alfred, que é forçado à inação, mostra a difícil situação de pessoas como ele na Tanzânia. Pois os próprios albinos poderiam prestar uma importante contribuição para aumentar a sua aceitação na sociedade e eliminar preconceitos. Como, por exemplo, Isaac Mwaura, portador da doença de pigmentação e deputado no Parlamento do vizinho Quênia.

Ele afirmou ter apresentado um projeto de lei que pune o assassinato de albinos com a prisão perpétua. Além disso, com a Sociedade de Albinismo do Quênia, ele criou uma fundação que gasta anualmente por volta de 100 milhões de xelins quenianos (por volta de 3,24 milhões de reais) para ajudar os albinos.

Trata-se de um apoio prático para as pessoas que sofrem da doença hereditária. "Utilizamos o dinheiro para fornecer protetor solar aos albinos, comprar-lhes óculos e chapéus." Mas, para Mwaura, o trabalho de conscientização também é importante, embora assassinatos e ataques físicos sejam antes uma exceção no Quênia. Mas ali também há preconceitos. O pai de Mwaura deixou sua mãe após seu nascimento: ele não quis acreditar que Isaac era seu filho.




Fonte:  DW








Como preservar as vitaminas no preparo de legumes e verduras!




O consumo frequente de vitaminas e antioxidantes ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e de vários tumores.
Prova disso é a longevidade associada à dieta mediterrânea, rica nesses nutrientes, presentes em verduras e legumes.

No entanto, as qualidades desses vegetais podem se perder na água quando são cozidos na panela.
Um estudo espanhol divulgado pela publicação científica Journal of Food Science concluiu que colocar as verduras para ferver – uma das formas mais comuns de se prepará-las – faz com que elas percam uma quantidade significativa de vitaminas e outros antioxidantes.

"A maioria das verduras são consumidas cozidas, então de um ponto de vista prático, era uma preocupação para nós saber se depois de submetê-las a procedimentos domésticos habituais, seus nutrientes eram mantidos, ou se só estaríamos consumindo calorias", explicou María Antonia Murcia, da Universidade de Nutrição e Bromatologia de Múrcia, uma das autoras da pesquisa.

A conclusão principal do trabalho foi que a água "não é a melhor amiga da cozinha" quando se trata de preparar verduras e hortaliças.
O calor e outras condições relacionadas com o cozimento podem acabar com os nutrientes das verduras.

Nutrientes
Segundo um estudo da Universidade de Akron, nos Estados Unidos, a vitamina K é resistente ao calor. As fontes alimentícias da vitamina K incluem hortaliças de cor verde, como couve, espinafre, nabo, acelga, folhas de mostarda, salsa, alface romana e alface de folha verde, além de verduras como couve-de-bruxelas, brócolis, couve-flor e repolho.

No entanto, muitas outras vitaminas, incluindo A, C, B-1, B-2 e o ácido fólico – que estão em vegetais de folhas verdes - são sensíveis ao calor e podem se perder ao cozinhar e ferver a verdura no vapor.
Por outro lado, outras vitaminas e nutrientes podem ficar intactas, mas acabam ficando na água. Neste caso, pode-se utilizar a água do cozimento para temperar o prato ou simplesmente beber o caldo onde estão todos os antioxidantes.

Há algumas recomendações que podem ser seguidas para diminuir a perda de nutrientes na hora de cozinhar os alimentos

Dicas
A perda de nutrientes por cozimento pode ser reduzida seguindo algumas recomendações, segundo a Associação Espanhola de Nutricionistas.
- Descasque e corte os alimentos pouco antes de prepará-los para o consumo
- Deixe de molho por pouco tempo
- Espere a água ferver para colocar os alimentos
- Coloque uma pequena quantidade de vinagre ou suco de limão na água onde estiver cozinhando
- Cozinhar os legumes 'al dente' e esfriá-las o quanto antes
- Aproveitar a água que cozinhou as verduras para fazer outros alimentos



Fonte: BBC





terça-feira, 9 de junho de 2015

Blatter - Um dia a casa cai, e caiu...!

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Muitos se perguntam como o presidente da Fifa atravessou incólume 17 anos marcados por escândalos. Ele sempre soube como o poder funciona e o que era necessário para mantê-lo.

Joseph "Sepp" Blatter também já jogou futebol: como centroavante, nos anos 60 fez gols para o FC Visp na primeira liga amadora da Suíça. Também foi treinador do clube de sua cidade natal. Na época, ninguém diria que um dia ele seria o mais poderoso dirigente do esporte no mundo.
Ele nasceu em 1936 na localidade de Visp, no cantão suíço de Wallis, não muito longe da montanha Matterhorn, como o segundo entre os três filhos de um mecânico de automóveis.

 Após concluir o curso médio, foi estudar economia e administração de empresas em Lausanne. Inicialmente perseguindo carreira em relações públicas, trabalhou para a Associação de Turismo de Wallis e depois para uma fábrica multinacional de relógios.

Aos 39 anos, Blatter começou sua trajetória como dirigente de futebol. O então presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o brasileiro João Havelange, o levou para a organização. Na qualidade de diretor dos programas de desenvolvimento, o suíço era responsável pelos campeonatos de juniores, entre outras atividades.

Ele contava também com a proteção de Horst Dassler, filho de Adolf Dassler, o fundador da Adidas. Consta que, durante alguns meses, Blatter teve até mesmo seu salário pago pelo conglomerado de artigos esportivos. Além disso, Dassler disponibilizou para Blatter um escritório na Alsácia.

O empresário alemão teria igualmente "mexido os pauzinhos" dentro da Fifa quando, em 1981,
Blatter foi escolhido para ser o secretário-geral, o segundo cargo mais importante da federação internacional. Ele ficou encarregado de negociar os direitos de transmissão televisiva dos Mundiais de futebol e de gerir os contatos com os patrocinadores.

Além disso, participou de algumas mudanças nos regulamentos, como a adoção da "regra dos três pontos", segundo a qual uma vitória vale três pontos, e o empate, apenas um. Blatter tinha fama de competente e comunicativo.

"Crise? Que crise?"
Em 1998, por fim, chegou ao topo. Na sucessão de Havelange à frente da Fifa, conseguiu se impor contra o então presidente da Uefa, o sueco Lennart Johansson. Várias fontes acusam Blatter de ter comprado os votos dos delegados africanos por 1 milhão de dólares. Ele nega a acusação, falando em "ajuda ao desenvolvimento".

Desde então, o presidente da Fifa tem se mostrado extremamente resistente a escândalos. Por mais sérias que fossem as circunstâncias, ele sempre conseguiu sair ileso. E o que não faltou foi escândalo em seus 17 anos de gestão.

O mais crítico para ele foi provavelmente o que envolveu a ISL, parceira de marketing da Fifa, que pagava suborno aos dirigentes do esporte. Isso foi confirmado em juízo, assim como o fato de que, como secretário-geral, o cartola suíço sabia das propinas – descritas por ele como "comissões". Em 2010, finalmente, a Fifa escapou do processo pagando uma soma milionária e declarou Blatter inocente.

Em sua terceira reeleição, em 2011, o dirigente se beneficiou da corrupção no interior da própria federação. Seu adversário, Mohamed bin Hammam, retirou a candidatura ao ser divulgado que ele tentara subornar delegados do Caribe.

Embora o catariano tenha revelado que Blatter sabia das negociações de suborno, a comissão de ética da Fifa exonerou de culpa o presidente, que comentou na época: "Crise? Como assim, crise? A Fifa não está em nenhuma crise. Temos apenas dificuldades."

A comissão de ética também cuidou para que Blatter atravessasse incólume as controvérsias sobre a concessão das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar, respectivamente. Ao contrário do investigador-chefe da Fifa, Michael Garcia, a comissão não constatou qualquer irregularidade nos procedimentos.

Futebol acima de países e religiões
Muitos se perguntam como é que Blatter consegue repetidamente se manter fora de todos os apuros. Ele sabe como o poder funciona e o que é necessário para mantê-lo, descarta as críticas externas com um sorriso, esmaga os levantes que acontecem em seu próprio campo, neutraliza os competidores, espera até que os problemas passem sozinhos.

Tudo isso é possível por ele saber que pode confiar quase cegamente em seus seguidores, por contar inteiramente com o respaldo dos cartolas da Ásia, da África e da América Latina. Há 17 anos ele cultiva relações com essas regiões seguindo o princípio do "é dando que se recebe".
"Sou o presidente daqueles que têm que se esforçar mais para conseguir tocar no concerto internacional", disse, certa vez, numa entrevista. "Então sou, por assim dizer, o presidente dos pequenos."

Em muitos países da Ásia, da África e da América Latina, Blatter é cultuado como um "Messias do Futebol", que não só se empenha pelos clubes locais como ainda consegue dinheiro para eles – seja como "ajuda para o desenvolvimento", seja sob outros pretextos.

Assim, por mais que a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) o demonize, os clubes do continente só somam um quarto dos quadros de membros da Fifa – bem menos que a maioria necessária para eventualmente derrubar o polêmico presidente.

Se há algo que o cartola de 79 anos não parece ter, são dúvidas. Ele não se cansou de proclamar que se encontrava em meio a uma missão como presidente da entidade: "Devido às emoções positivas que o futebol desencadeia, a Fifa é mais influente do que qualquer país da Terra ou qualquer religião" – essa é, ou pelo menos era, a crença de Blatter.






Fonte: DW