domingo, 13 de setembro de 2015

Windows 10 à força!

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A Microsoft tem forçado o download do Windows 10, mesmo em computadores de usuários que decidiram não realizar a atualização. Caso o Windows Update de máquinas que rodem Windows 7 ou 8 esteja ativado, a chance é grande de que o sistema faça o download dos arquivos necessários para a instalação da nova versão, sem você saber ou autorizar.

Em uma declaração ao The Inquirer, a Microsoft admitiu o procedimento: “Para indivíduos que escolheram receber atualizações automáticas pelo Windows Update, nós ajudamos dispositivos que podem ser atualizados para o Windows 10 baixando os arquivos necessários”. Os arquivos, dessa forma, ficam reservados para a atualização, caso o usuário mude de ideia e instale.

O problema dessa medida é que os arquivos são baixados sem que o usuário perceba e acabam somando 6 GB em uma pasta oculta, normalmente inacessível ao usuários comuns. Em computadores com discos rígidos menores, ou ultrabooks com SSDs esse volume de dados pode acabar comprometendo o uso dos PCs.

A iniciativa da Microsoft quer facilitar a vida de quem decidir realizar a atualização, já que com os arquivos previamente baixados, o processo se torna mais ágil. O problema é que, dessa forma, quem deseja realizar o upgrade mais tarde, ou simplesmente não quer migrar para o Windows 10, acaba tendo que sacrificar um espaço considerável do disco rígido para um volume de arquivos basicamente inútil.

Se você faz parte do grupo de usuários que não quer atualizar o sistema operacional, ou simplesmente pretende esperar mais tempo para adotar o Windows 10, há um método simples para garantir que os 6 GB de arquivos não sejam baixados em seu computador. Você precisa acessar as configurações do serviço Windows Update no Painel de Controle e desabilitar a instalação automática de atualizações.







Fonte:Felipe Garrett/Techtudo



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

E como fica a miséria ao nosso redor?




O grande acontecimento na internet nesta semana não foi uma modelo que foi traída ou uma subcelebridade que resolveu escrever uma autobiografia ou uma atriz que mostrou os seios na televisão. Foi a foto chocante de uma criança síria morta na tentativa de fugir da guerra e da fome e alcançar o primeiro mundo.

A família do menino Aylan Kurdi tentava entrar no Canadá, que teria negado pedido de refúgio e ofereceu asilo ao pai da criança depois que a foto viralizou na internet. Só depois que a tragédia foi assistida pelo mundo inteiro – antes disso, a questão imigratória simplesmente não era um problema da Europa (e nem nosso, para sermos sinceros).

A fotografia – que promete ser um divisor de águas na atitude européia com a questão dos imigrantes (embora eu, particularmente, não guarde essa esperança) — rendeu opiniões emocionadas, ilustrações tocantes e milhões de manifestações de condolências na internet.

Parece que o mundo enxergou que a questão imigratória – assim como várias outras questões sociais – é, sim, um problema nosso.

O poder da internet de viralizar absolutamente tudo finalmente alcançou um refugiado, um esquecido, um marginalizado, um invisível. É claro que é louvável saber que as pessoas – a internet, sobretudo – ainda são capazes de se deixarem tocar, mas isso me pareceu cruelmente raso e efêmero, exatamente como aquelas fotos de crianças africanas famintas nas timelines de quem diz que menino de rua é trombadinha e é a favor da redução da maioridade penal.

A foto viralizou exatamente como a Andressa Urach, a traição do Marcelo Adnet, a morte de um cantor sertanejo: nada muito frutífero, nada realmente tocante, nada que vista um sentimento permanente.

Esse texto é pra você que acha que o mundo vai mal porque um imigrante sírio foi fotografado morto numa praia, mas ignora a guerra urbana nas favelas da sua cidade. Que lamenta a questão imigratória na segurança do seu quarto, protegido pelos muros – visíveis e invisíveis – do seu condomínio, que acha tocante que a tentativa imigratória mate crianças (e adultos, e idosos), mas não enxerga que isso é um fruto amargo do mesmo sistema que não ampara o homem que te pede esmola na mesa de um bar.

Pra você que lamenta a fome na África, o trabalho escravo, a desigualdade social e a questão imigratória mas compra roupas no AliExpress. Pra você que se deixa tocar pela foto de uma criança morta – vítima da mesma, mesmíssima desigualdade que dizima o seu país, o seu bairro, a sua rua – mas é contra programas sociais.

Esse texto é para a nossa hipocrisia que, de tão cega, não nos deixa enxergar que nem o menino sírio, nem o garoto negro do sinal, nem as crianças mortas na rocinha são um fato isolado, e que tudo isso é, sim, um problema nosso. Esse texto é pra nós, que só tiramos os olhos de nosso próprio umbigo quando vemos a foto de uma criança morta com a cara na areia. Pra nós que somos insensíveis às mazelas da vida até que elas pisem na nossa consciência.

Abraço!




Fonte: Nathali Macedo/DCM




segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Policia brasileira é a que mais mata!




Brasil e Estados Unidos têm em comum números trágicos. A força policial brasileira é a que mais mata no mundo. A americana é considerada uma das três polícias mais violentas. É o que diz um relatório da organização Anistia Internacional, divulgado nessa segunda-feira (7). O documento traz números assustadores da violência policial.

O relatório sugere a criação de ferramentas para reduzir as mortes por violência policial. Entre elas, investigações independentes, punições em caso de abuso e regras mais rígidas sobre a atuação dos agentes da lei, estatutos que deixem claro quando o uso da força se justifica.

Brasil e Estados Unidos são os destaques do levantamento. O Brasil aparece como o país que tem o maior número geral de homicídios no mundo inteiro. Só em 2012, foram 56 mil homicídios. Em 2014, 15,6% dos homicídios tinham um policial no gatilho.

 Segundo o relatório da Anistia Internacional, eles atiram em pessoas que já se renderam, que já estão feridas e sem uma advertência que permitisse que o suspeito se entregue.
O levantamento se concentrou na Zona Norte do Rio de Janeiro, que inclui a Favela de Acari.
Entre as vítimas da violência policial no Rio, entre 2010 e 2013, 99,5% eram homens. Quase 80% das vítimas eram negras e três em cada quatro, 75%, tinham idades entre 15 e 29 anos.

A maioria dos policiais nunca foi punida. A Anistia Internacional acompanhou 220 investigações sobre mortes causadas por policiais desde 2011. Em quatro anos, em apenas um caso, o policial chegou a ser formalmente acusado pela Justiça. Em 2015, desses 220 casos, 183 investigações ainda não tinham sido concluídas.

Nos Estados Unidos, não existem números oficiais sobre a violência policial no país inteiro. Mas estatísticas regionais sugerem que o perfil das pessoas mortas pelos agentes da lei é muito parecido com o do Brasil. A maioria é de homens negros e jovens.

Em menos de um ano, três casos mobilizaram os americanos. Em julho de 2014, o camelô Eric Gardner foi morto em Nova York. O policial Daniel Pantaleo aplicou uma gravata, uma manobra proibida pelo departamento de polícia da cidade. Gardner avisou 11 vezes que não estava conseguindo respirar, até morrer sufocado.

Em Ferguson, no estado do Missouri, o policial Darren Wilson matou o jovem Michael Brown, que estava desarmado. Houve uma série de protestos na cidade. Nos dois casos, os policiais nem chegaram a ser denunciados.

Em abril deste ano, o jovem Freddy Gray morreu dentro de um camburão da polícia de Baltimore. A investigação concluiu que ele foi vítima de homicídio por espancamento. Os seis policiais envolvidos foram indiciados e esperam o julgamento.




Fonte: GloboNews



domingo, 6 de setembro de 2015

Imagem triste que mostra o sofrimento de um povo!


Agentes analisam local onde foi encontrado um menino morto em praia de Borum, na Turquia (Foto: AP/)

A imagem acima que comoveu o mundo mostra como o ser humano é cruel com seus semelhantes!
Quem é o culpado por isso? O Estado Islâmico, que aterroriza a Síria com sua crueldade?  Bashar al-Assad, presidente sírio que insiste em permanecer no poder às custas da vida da população que está sendo dizimada diariamente?

A população síria está cansada de passar fome! Está cansada de ser ignorada pelos países que têm o poder para interferir e pelo menos acabar com parte de seu sofrimento. Por isso o grande êxodo para tentar entrar na Europa. Eles querem ter o direito de ter uma vida um pouco melhor como a população européia. A população está cansada de ser vítima daqueles assassinos fanáticos do Estado Islâmico que instaurou um regime de terror em muitos territórios da Síria.

A foto do menino que morreu afogado com sua mãe e mais um irmão não é nem a metade do que acontece com os refugiados que querem sair da Síria.

Mais de 240 mil pessoas morreram na Síria desde 2011, ano em que estourou uma guerra civil no país, e, dentro desse número, estão 12 mil crianças. Em 2015, a guerra na Síria completou quatro anos de conflitos entre tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas, entre elas, o Estado Islâmico.

Estimativas da ONU apontam que mais de 7 milhões de sírios abandonaram suas residências dentro do país e quase 60% da população vive na pobreza. Os trágicos números refletem na alta taxa de emigração do país – seriam 4 milhões de refugiados sírios, a maior população de refugiados do mundo.

O principal destino dos sírios são a Turquia, que já recebeu 1,8 milhão de refugiados desde o início da guerra civil na Síria, Iraque, Jordânia, Egito e Líbano. Um relatório da ONU aponta que, somente no primeiro semestre deste ano, 44 mil pessoas saíram da Síria com destino à costa europeia.

O presidente sírio não está fazendo nada para proteger sua população. Ao contrário, está colaborando com a matança indiscriminada de mulheres e crianças nos combates com os rebeldes na sua ânsia de permanecer no poder! Até mesmo armas químicas já foram usadas para matar inocentes!

Os Estados Unidos e seus aliados atacaram 21 alvos do Estado Islâmico neste sábado (5), de acordo com a Reuters. A informação foi divulgada neste domingo (6). Os ataques ocorreram na Síria e no Iraque. Na Síria, quatro alvos foram atingidos. De acordo com o comunicado, foram destruídos um equipamento de construção e uma unidade tática do Estado Islâmico.

Mas será que só os militantes do Estado Islâmico foram atingidos? Será que a população local também não sofreu com esses ataques?

Quem são os culpados? Todos aqueles que pensam somente no poder! O egoísmo do ser humano é visível quando vemos situações assim! A vida humana nunca foi tão desvalorizada como agora!

E não são apenas os países do Oriente Médio que sofrem com guerras civis e atrocidades. Os países africanos sofrem a muito mais tempo com situações semelhantes mas a mídia não noticia muito.
O continente africano à muito está esquecido. Como esta foto acima!

Comoveu o mundo inteiro mas logo as pessoas vão esquecer enquanto mais e mais imigrantes vão morrer e se tornarão apenas estatísticas!





Eliézer



























Exame de Sangue detecta todos os vírus que já acometeram uma pessoa!



Uma pesquisa liderada pela Harvard Medical School de Boston, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova técnica que permite descobrir todos os vírus que infectaram uma pessoa ao longo de sua vida a partir da análise de uma gota de sangue.

A técnica foi possível porque cada vírus que penetra no corpo humano deixa uma pegada imunológica indelével pois, além de causar doenças, modifica para sempre o sistema imunológico porque desenvolve anticorpos, que, por sua vez, podem predispor a ter outras doenças no futuro.

A nova tecnologia, divulgada pela revista "Science", se chama VirScan e permite analisar profundamente os anticorpos virais presentes no sangue de uma pessoa, e assim descobrir a quais vírus ela foi exposta ao longo de sua vida.

O pesquisador espanhol do Instituto de Pesquisa da Aids IrsiCaixa, Christian Brander, que colaborou no estudo, explicou à Agência Efe que, além de seu interesse epidemiológico, os resultados jogam luz sobre o mecanismo de funcionamento do sistema imunológico e podem ser utilizados para melhorar o design de vacinas.

Atualmente, é necessário que um médico faça um teste para detectar um vírus concretamente, já esta nova tecnologia permite identificar todos os vírus que já entraram em contato com uma pessoa, seja através de infecção ou de vacinação, com uma única análise e a um custo aproximado de US$ 25.

O teste caracteriza o espectro completo de respostas geradas pelas células do sistema imunológico encarregadas de produzir anticorpos contra os vírus, as chamadas células B.

"Conhecer a pegada que as infecções deixam nos permitirá saber como este passado imunológico determinará a resposta a novos ataques virais", explicou Brander, que destacou as vantagens da nova técnica.

"O grande desafio ao criar novos tratamentos é averiguar quais anticorpos nos protegem contra uma doença, e para isso primeiro é preciso saber quais nós já temos no organismo", assinalou.

Para desenvolver o VirScan, os cientistas criaram uma biblioteca de peptídeos -fragmentos curtos de proteínas derivadas de vírus - que representavam 206 vírus e mais de mil cepas ou variantes.

Depois, analisaram amostras de sangue de 569 pessoas de Estados Unidos, Peru, África do Sul e Tailândia e as dividiram em grupos em função da idade, da localização geográfica e de serem ou não portadoras do HIV.

Os resultados detectaram uma média de 10 vírus por pessoa. Os mais frequentes foram aqueles que infectam comumente os humanos, como o citomegalovirus e o Epstein-Barr (principais responsáveis da mononucleose infecciosa) e o rhinovirus (responsável do resfriado comum).

88% das amostras deram positivo para Epstein-Barr; 75% para Rhinovirus B; 74% para Rhinoviurs A; 58% do da gripe A; 37% para o da pólio - devido à vacinação contra esta doença- e 24% para o da varicela zoster.

As análises de VirScan revelaram que as pessoas que vivem fora dos EUA têm mais exposição ou infecção por vírus, provavelmente devido a diferenças na densidade de população, práticas culturais, medidas sanitárias e suscetibilidade genética.

Por outro lado, a soropositividade em Influenza B (causadora da gripe sazonal) foi maior nos EUA, seguramente pelos maiores índices de vacinação contra esta doença no país.

Ao comparar os resultados entre pessoas HIV positivas e negativas, os cientistas detectaram que os portadores do HIV apresentavam com mais frequência um resultado positivo para outros vírus, incluídos o HSV2 (causador do herpes genital), o citomegalovirus e o herpes vírus associado ao sarcoma de Karposi (câncer da pele frequente em HIV positivos).

Brander, que reconheceu que o sistema ainda não está pronto para ser introduzido na saúde pública, "já é muito útil para a pesquisa, e é possível que em um futuro próximo possa ser incluído em estudo de Barcelona, formado com pessoas monitoradas a cada dois ou três meses por causa do alto risco de exposição ao HIV".

"Enquanto não estão infectados, queremos entender que fator ou fatores fazem com que quando sejam expostos ao vírus não se infectem", antecipou o pesquisador.






Fonte: Terra Saúde





sábado, 5 de setembro de 2015

Os erros que acontecem em cada escândalo de corrupção!


 

Existem quatro erros comuns que se repetem cada vez que um caso de corrupção vem à tona e se transforma no “escândalo”, sobre os quais precisamos refletir:

1) O problema da corrupção não são os casos individuais, porém, cada vez que um caso de corrupção estoura na mídia, é tratado como se fosse um caso isolado. Assistimos, então, à construção de um “vilão”, sobre o qual recai a culpa por algo que não é mais do que um sintoma de um problema sistêmico. Nenhum partido (nem o PSOL) está isento de ter, em suas fileiras, um corrupto. Se o problema fosse apenas existirem pessoas corruptas, não seria tão grave: a solução seria apenas identificar e expulsá-las. Mas sabemos que o problema não é esse.

A corrupção é um componente inevitável de um sistema de governo em que as campanhas são financiadas por bancos, empreiteiras, empresários do agronegócio, igrejas fundamentalistas milionárias e todo tipo de lobistas; a governabilidade se garante comprando votos no Congresso (e o “mensalão”, seja petista ou tucano, não é a única maneira de se fazer isso; existem formas indiretas, como a distribuição, entre partidos aliados, de ministérios e órgãos públicos em função não do mérito, mas do orçamento) e governantes e parlamentares se preocupam mais em agradar empresários e corporações do que em manter o espírito republicano.

2) O problema da corrupção não é só moral. O “udenismo” costuma dominar o debate sobre a corrupção, e tudo é reduzido a desvios éticos individuais. A corrupção é também um problema econômico (porque são bilhões de reais que “somem” do orçamento da União, dos estados e dos municípios) e, sobretudo, um problema POLÍTICO. Não é por acaso que o PT, que antigamente era visto como o partido da ética, passou a se envolver cada vez mais casos de corrupção desde que chegou aos governos.

A corrupção acompanhou a aliança com o poder financeiro e o agronegócio; veio junto com submissão ao fundamentalismo religioso e com os acordos cada vez mais escandalosos com pilantras disfarçados de pastores que dominam o Congresso; acompanhou o uso da repressão contra o povo nas ruas e a adoção do discurso da “segurança nacional” que, no passado, foi usado para reprimir aqueles que hoje estão no governo. Ou seja, o que houve não foi uma degradação moral, mas uma renúncia ideológica e programática.

E, por isso, a grana e os privilégios do poder substituíram, em muitos petistas (não em todos nem mesmo na maioria militante!), as convicções e a vontade de mudar o mundo como razão para se engajar na política. Então, se realmente quisermos acabar com a corrupção, o primeiro passo é voltar a dotar a política de sentido e conteúdo, para que mais gente entre nela desejando mudar o mundo e não ficar rico.

3) O problema da corrupção não é apenas a violação das normas, mas o fato de ela muitas vezes ser as próprias normas. Um bom exemplo disso é o financiamento de campanhas, que está sendo julgado pelo STF: se um candidato faz uma campanha milionária financiada por empreiteiras e empresários do transporte e, já eleito, tem que decidir entre aumentar ou não a passagem de ônibus ou tem de escolher entre os direitos dos moradores e os interesses de uma empresa cujo projeto imobiliário implica em removê-los, qual será mesmo a escolha dele? Se um senador teve sua campanha financiada pelo agronegócio, vai votar a favor de que tipo de Código Florestal?

Sendo assim, esse sistema eleitoral, que leva à formação de mega-coligações para garantir a governabilidade, não pode prescindir da corrupção. Ou vocês acham que o partido do sistema, que já foi aliado de petistas e tucanos, vai votar as leis porque lhe parecem boas se não tiver mais dois ministérios em troca? Tem inúmeras condições estruturais que favorecem ou até impõem a corrupção como combustível necessário para o funcionamento do sistema. Por isso, de nada adianta fazer, da corrupção, um problema apenas moral se não fizermos mudanças estruturais; se não mudarmos as regras do jogo.

4) A corrupção não é o único nem o mais importante problema da política. Vamos supor, por um instante, que fulano, candidato a presidente, governador ou prefeito, é uma pessoa comprovadamente honesta, no sentido mais restrito do termo: jamais usaria do cargo para se beneficiar ou beneficiar amigos e familiares; jamais enriqueceria com dinheiro público; jamais roubaria ou seria cúmplice ou partícipe de um roubo. Contudo, esse mesmo fulano defende uma política econômica que prejudica os trabalhadores; é fundamentalista, racista, homofóbico, tem ideias ultrapassadas sobre as relações humanas; é autoritário, personalista e etc. logo, a honestidade dever ser um dos requisitos para se escolher um político, mas não podemos nos esquecer de que o mais importante é a política que ele faz ou propõe: as ideias, o programa, a visão de mundo, os interesses em jogo.

Colocar a corrupção (vista, como já dissemos, como um problema moral, exclusivamente individual, identificado apenas com um determinado setor político e, ao mesmo tempo, despolitizado no sentido mais amplo) é também uma forma de esconder os verdadeiros debates de que o país precisa, como se todos os nossos problemas se reduzissem a três ou quatro escândalos convenientemente destacados nas manchetes.





Fonte: Jean Wyllys



Quantum - Celular 100% brasileiro!



A cotação do dólar está em R$ 3,76, o governo Dilma estuda a retirada da isenção do PIS e do Cofins para smartphones e tudo parece ir contra o mercado de tecnologia no Brasil. E o que uma empresa novata de Curitiba fez?

Cortou gastos de distribuição, organizou vendas pela internet e lançou na última quarta-feira, 2 de setembro, seu primeiro celular chamado Quantum GO com preço de entrada de R$ 699 à vista.

Não é necessariamente barato, mas é baixo para um smartphone top de linha, e corresponde ao modelo com conexão 3G e espaço interno de 16 GB. Por mais R$ 100, você compra um aparelho com 32 GB. A conexão 4G deixa o celular com o custo de R$ 899.

Formada por Thiago Miashiro, Marcelo Reis e Vinicius Grein, a Quantum é uma empresa que está surgindo agora, mas já possui parceria da companhia Positivo Informática em Curitiba, gigante no setor. A companhia afirmou que este é o motivo por trás do preço reduzido.

“O lançamento do Quantum GO não é apenas a criação de um produto de qualidade, mas um novo modelo de negócios. Nós produzimos tudo em nossa fábrica no Paraná, evitamos importação de componentes e priorizamos as vendas online. Para quem não conhece a marca, poderá experimentar o aparelho em shopping centers”, disse Reis.

A estratégia da Quantum na fabricação do GO evitou efeitos da alta do dólar no produto final e não apelou na terceirização de tarefas, o que geraria maiores custos.

O preço de R$ 699 é justo por inúmeros fatores, a começar pelas especificações técnicas do celular. O Quantum GO tem sistema Android 5.1, memória RAM de 2 GB, processador Octacore (oito núcleos) de 1,3 GHz e encaixe para dois cartões Micro SIM para armazenar dois números de telefone.

Para comparar, o smartphone Xperia Z3, top de linha da Sony, possui um sistema operacional inferior de fábrica (Android 4.4) e ele aceita apenas um cartão SIM por R$ 1600, mais de duas vezes o custo do Quantum.

O aparelho japonês é mais caro, embora ele tenha um processador superior de 2,5 GHz, o que torna o uso dos aplicativos mais suave do que o modelo brasileiro. Os dois celulares são parecidos, com design quadrado e que abusa de vidro em sua composição, junto com acabamentos de alumínio, o que dá um aparência de sofisticado.

O preço do Quantum GO é pouca coisa mais salgada do que o Moto E da Motorola, um modelo de smartphone criado para quem não é familiar com essa tecnologia. Nas configurações, o celular brasileiro dá uma surra no modelo americano. O processador do Moto E é um Quadcore (quatro núcleos) com frequência de apenas 1,2 GHz, além de uma câmera fraca de 0,3 Megapixel. O modelo brasileiro tem sensor superior, de 13 Megapixels.

As duas comparações mostram que o Quantum pode ser uma ótima opção para quem quer comprar um celular barato e quer ter uma qualidade realmente compensadora e sem engasgos.

Na atual cotação do dólar, o aparelho brasileiro custaria cerca de US$ 186,94, muito inferior aos cerca de US$ 700 do iPhone desbloqueado nos Estados Unidos. É um preço competitivo que pode tornar o Quantum GO interessante para o público fora do Brasil.

O lançamento do smartphone mostra como é possível empreender e fazer bons negócios no Brasil, criando produtos de qualidade. “Apesar da crise”, tem gente arregaçando as mangas e fazendo acontecer.






Fonte: Pedro Zambarda de Araujo/DCM