sábado, 14 de junho de 2014

O Brasil tem jeito?







Quando fico angustiado com as notícias brasileiras, ligo para o Nelson Rodrigues. Ele me dá bons conselhos lá do céu de papelão, entre nuvens de algodão e estrelas de papel prateado — seu paraíso é um cenário de teatro de revistas. O telefone toca como uma trombeta suave.

Ele já sabe quem é:

— Você, hein? Só me liga quando está encalacrado.

— Estou mesmo, Nelson, mas não sei se sou eu ou o Brasil.

— Deixa de frases, rapaz, você e o Brasil são a mesma coisa. O Brasil não é feito de florestas e cachoeiras. O Brasil é uma região dentro de nossas cabeças. Você é o Brasil. Levaram séculos para aperfeiçoar nosso atraso e você me vem com essa. Subdesenvolvimento não se improvisa. É uma obra de séculos.

— Ninguém entende mais nada... Eu nunca vi o Brasil assim...

— Eu sempre vi assim. O Brasil não mudou nada. O problema é que você quer “entender” e o país é muito maior que seu entendimento. Não mudou nada; só está vindo a furo, como um bom furúnculo. Você está nervoso porque sempre achou que havia salvação. Não existe isso. Nunca vamos chegar a lugar nenhum, porque não há ponto final... a não ser aqui em cima, claro. O que muda mesmo não são os fatos, como querem os idiotas da objetividade. O que nos muda não são as famosas “relações de produção” não; são bobagens nas brechas dos fatos. Quais foram as grande mudanças do país, nos últimos 50 anos? Getúlio se matou, o Jânio tomou um porre e se foi, o Tancredo morreu de nó na tripa, o Collor caiu porque não respeitava nem as cunhadas (como o meu Palhares), o Lula foi eleito por um publicitário, como uma boa margarina. É isso. O Brasil não é épico; nunca tivemos um Stalingrado, um Waterloo... Nem a Batalha de Itararé.

— Mas por que esta estagnação, esta zona geral?

— O Brasil não vai para a frente com planos messiânicos ou “epopeias de Cecil B. de Mille”, sejam elas epopeias “socialistas” ou liberais. O “óbvio ululante” é que os brasileiros odeiam justamente o óbvio. Bastava fazer umas reformas, não jogar dinheiro fora, amarrar os corruptos no pé da mesa, diminuir impostos, chupar a carótida dos chefes das Estatais como tangerinas. Mas, não; só querem apoteoses ou dilúvios de quinto ato do “Rigolleto”.

— Mas o cinismo dos políticos está cada vez maior!

— Não veja os políticos como gênios do bem ou do mal, Stalins ou Josés Bonifácios. São apenas uns sujeitinhos de cabelo pintado de preto ou acaju. Uns fingem de socialistas, outros de conservadores. Mas todos querem é o poder, as mãos dentro das cumbucas do Estado. Esses que estão aí querem criar “sovietes”, grupos corporativos como na Rússia. Já pensaram em Dirceu e Genoino dirigindo o país? Na época da ditadura ainda dava. Todos nós babávamos na gravata, imbecilizados, sem informação. O que nos salva é que eles são muito ignorantes. Antigamente, os cretinos se escondiam pelos cantos, babando pelos inteligentes de carteirinha. Agora estão aí, achando que vão mudar o país. Para eles, o capitalismo ainda é tratado como uma pessoa. “Hoje o capitalismo acordou de mau humor” ou “o capitalismo é muito egoísta, só pensa em lucro.” Nunca ninguém leu nada. Eu os chamava de marxistas de galinheiro. Eles me odiavam. Eu era chamado de pornográfico e depois virei o reacionário fundamental. Mas perdem sempre, pois a burrice é uma força da natureza. A burrice é a Pedra da Gávea.

— Querem controlar a imprensa...

— Querem controlar os brasileiros, fazê-los obedientes... Mas esquecem que os brasileiros têm a alma de feriado. Somos incontroláveis. Tem um Brasil sob as calçadas, nas sarjetas, nos bueiros que renasce e reage. E o pior dessa turma é que eles têm certezas profundas e isso os destruirá em breve. A dúvida sempre me pareceu mais sábia, mais clarividente.

— Deus queira.

— Eu nunca vejo Deus por aqui. Parece que anda deprimido por ter inventado o “livre arbítrio” dos homens, que está gerando essa esculhambação aí embaixo. Mas, se Deus me perguntasse o que eu fiz de bom na vida, eu responderia: “Senhor, eu descobri o óbvio!”. Sempre vi o que ia acontecer. Essa gente é muito óbvia. Você veja o Zé Dirceu, por exemplo, bom rapaz, era o Marlon Brando das comunistas, mas ele só amava os postes. Via um poste, subia nele e começava a falar da Utopia. Os passantes ouviam e perguntavam: “Quem é essa tal de d. Utopia? É mulher dele?”. A Dilma, coitada, é uma boa senhora que amava o Brizola, amava o Lula. Ela queria ser uma dona de casa, uma mãe de família “revolucionária”. Foi corajosa na juventude e hoje está aí... É uma Dilma que não existe, é um clone de si mesma. Mas estou te achando muito pessimista, rapaz...

— Nada. Sou um otimista bem informado...

— Não faz frase, rapaz... Não adianta se atolar em euforias brutais nem viver com complexo de vira-latas. Um retrato bom do país é o PMDB, feliz em sua mediocridade. O Brasil é o PMDB. O Brasil não é épico; é coloquial.

— E a Copa?

— Talvez ganhemos porque estamos com medo até das manifestações. Sem medo não há vitórias. Em 1950, perdemos porque estávamos mascarados.... Máscara é fogo... rapaz...

— Mas está morrendo mais gente aqui do que na Síria, Nelson...

— Vocês achavam que iam escapar? Ninguém escapa. O Brasil se achava uma ilha protegida, mas o mundo invade tudo. O Oriente, a África, o mundo quase em guerra e o Brasil numa boa? Impossível. Não há piedade na História... O Hegel e o Nietzsche vivem brigando aqui dentro. Ontem o Nietzsche disse isso: “A História não tem hora; é intempestiva! Cai feito um raio!”. O Hegel não gostou nada e anda deprimido pelos cantos. Agora a história do mundo atual está nos contaminando. Mas isso é bom. Sabe por quê? Porque teremos de assumir nossa miséria, assumir a nossa lepra, que o mundo agora vai ver. Não sabemos o que fazer com o Brasil, mas ao menos estamos conhecendo nossa cara...

— É isso aí, Nelson.

— Não se preocupe. Daqui a alguns anos, vão lembrar desta época como um “fascismo de galinheiro” disfarçado de “marxismo de galinheiro”. Fascismo é a burrice no poder, rapaz...

E desligou.





Fonte: Nelson Rodrigues ao telefone, de Arnaldo Jabor.



Sorrir faz bem à saúde!



Sorria, meu bem, sorriiiia. A recomendação não é só do Agnaldo Timóteo, mas também da ciência: sorrir melhora a memória e diminui o estresse.

Um grupo de pesquisadores da Califórnia convidou 20 idosos, de 60 a 70 anos, para testes. Metade permaneceu sentada, em silêncio, lendo ou usando o celular.

Já o outro grupo foi convidado a ver vídeos divertidos. Depois de 20 minutos, cada voluntário entregou amostras da saliva e fez um teste de memória de curto prazo. O pessoal que havia se divertido tinha níveis menores de cortisol (hormônio do estresse) no corpo e se saiu muito melhor na hora de memorizar coisas.

É que funciona assim: o ato de dar risada (ou de sentir alguma satisfação) aumenta os níveis de dopamina (ela age no sistema de recompensa e faz você sentir prazer) no cérebro, e diminui os níveis de hormônios do estresse. Isso tudo modifica a atividade das ondas cerebrais, deixando a memória mais eficaz. E ainda melhora o sistema de defesa do organismo.

“As habilidades de aprendizado e memorização se tornam um desafio conforme envelhecemos”, diz Gurinder Bains, autor da pesquisa. “Rir com amigos ou mesmo ver 20 minutos de humor na tevê, como faço diariamente, me ajuda a diminuir meu estresse diário”.
Viu só? Conte isso aos amigos que adoram ficar de bico por aí.


Fonte: Carol Castro/Super

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa do Mundo e Protestos!




Ontem aqui na cidade de Porto Alegre eu vi como as pessoas podem se animalizar durante os protestos que aconteceram. Acho perfeitamente legítimo a população se revoltar com os governos, seja ele municipal, estadual ou federal, já que pagamos milhões em impostos mas temos serviços que deixam muito a desejar oferecidos pelos mesmos.

O que não concordo e acho extremamente errado é as as pessoas que estão protestando se acharem no direito de quebrar o patrimônio público e de terceiros para chamar a atenção das autoridades!

E o pior. Quem quer se manifestar de maneira correta não esconde a cara! O que vi ontem foi baderneiros com os rostos cobertos para não serem identificados ao cometer o que é contra a lei! Isso mostra que muitos estavam ali para cometer crimes e não para protestarem de maneira legal!
Se são homens para quebrarem tudo porque não são homens para mostrarem a cara quando tiverem que responder pelos seus atos? Isso mostra que são covardes!

Pô! Muitas coisas já não funcionam direito e o que funciona o pessoal quer quebrar tudo! Quebram paradas de ônibus, os próprios ônibus, bancos, lojas, praças...! Que adianta fazer isso? Aqueles que protestam dessa maneira acham que irão ganhar a simpatia dos demais da população para sua causa?

Aí quando a polícia é chamada para conter os oportunistas e vândalos que estão depredando tudo reclamam do excesso de uso de força policial. Sou contra o uso de violência extrema por parte dos policiais, mas ontem vendo as imagens eu vi a polícia sendo atacada ferozmente com tudo que os arruaceiros travestidos de pessoas descontentes tinham nas mãos! Pedras, paus, barras de ferro!

Aqueles que protestam não podem esquecer que a força policial está ali cumprindo a sua função que é manter a ordem e o patrimônio público. Que aqueles soldados da brigada militar também têm famílias e estão ali garantindo o sustento também de seus filhos! Eles também sofrem com os mesmos problemas.
Baixos salários, insegurança no trabalho e muitos outros problemas que é comum a todos os trabalhadores brasileiros.

Acho que está na hora  desses baderneiros se conscientizarem de que usando violência e destruindo tudo que vêem pela  frente não vai resolver o problema da corrupção ou do descaso das autoridades em relação a todos os problemas que o povo sofre hoje!

Todos temos o direito de fazer greve, de protestar contra esses políticos demagogos e pilantras que estão lá no Congresso Nacional, mas nunca devemos esquecer que nossos direitos terminam onde começa os das pessoas que estão próximas a nós.

O Governo gastou demais com os estádios? Deu mais importância às exigências da Fifa do que deveria ter dado à saúde e à educação? A corrupção nos serviços públicos e no Governo continua galopante?

Então vamos responder nas urnas.Não vamos votar nesses políticos profissionais que estão ali só para surrupiar nosso dinheiro! Esse é o melhor meio de respondermos a essa corja de políticos que se preocupam só com seus salários no fim do mês e nos benefícios que ganham fazendo parte do congresso sem se preocupar de verdade com os anseios do povo!

 Agora não adianta quebrar tudo para mostrar que somos contra os jogos da Copa do Mundo. Fica mais feia ainda nossa imagem para o mundo lá fora!



Já somos um país de terceiro mundo e vamos ser considerados como um povo sem educação e animalizados pelos nossos turistas? Como nós gostaríamos de ser tratados se tivéssemos condições de visitar os mesmos países que estão nos visitando hoje?

Sei que muitos não irão concordar com o que escrevo hoje, mas essa é a minha opinião! Sou contra todo o tipo de corrupção que se vê nos políticos e empresários sem escrúpulos, mas também sou contra todo o tipo de violência e baderna que destrói o bem público e de pessoas que também sofrem com as falcatruas dos governantes! Quebrar tudo ou atacar policiais não vai levar a nada!

Se os protestos forem legítimos sem prejudicar outros sou totalmente a favor, mas jamais compactuarei com o que está acontecendo hoje na forma de protestar.



Eliézer.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Favela Para Impressionar Ingleses!



Jogadores da seleção inglesa de futebol, baseada no Rio de Janeiro, foram visitar a comunidade da Rocinha, uma das maiores favelas do Rio, na segunda-feira.
Esse poderia bem ser o título de um artigo jornalístico da cobertura do evento. Mas, sem dúvida alguma, não faria justiça ao que aconteceu de fato.

Na verdade, no evento destinado a "integrar os ingleses com a comunidade", alguns jogadores e o técnico Roy Hodgson não chegaram a presenciar cara a cara as condições precárias que os habitantes da Rocinha têm que suportar no dia a dia.

Eles foram levados ao Complexo Esportivo da Rocinha, localizado do outro lado da via expressa que separa o começo da favela dos condomínios de classe média alta do bairro de São Conrado.
Lá chegaram, ficaram protegidos pela cerca que circunda o campinho do centro esportivo e de lá só saíram para voltar ao luxuoso hotel onde estão hospedados a poucas dezenas de metros do local. No complexo esportivo, assistiram à exibição de um grupo de capoeiristas e alguns jogadores ingleses ensaiaram passos de samba.

Os craques também distribuíram autógrafos, bolas, camisas e deram outros brindes a crianças da Rocinha.
De lá só puderam ver a favela de longe. O bastante para impressionar o meio-campista Jack Wilshere. "É uma realidade muito diferente do que a gente está acostumado em casa, chama a atenção mesmo".

Mas, o estudante Wallace Brito, de 20 anos, morador da comunidade, lamentou que os craques ingleses tenham saído sem ver a real Rocinha. "Ué, como eles podem dizer que visitaram a favela? Ali nem é a Rocinha, é só a quadra e o centro esportivo. A favela é aqui, do outro lado da rua".

Mas Wilshere e seus colegas de seleção, Welbeck, Sturridge, Lallana e o técnico Hodgson, não foram porém poupados de experimentar os odores com que Wallace e todos os outros moradores da Rocinha convivem diariamente. Afinal, o centro esportivo fica ao lado da estação de tratamento do esgoto que desce o morro a céu aberto, vindo diretamente da comunidade.


Cheiro desagradável.
O mau cheiro brutal e o lixo acumulado na UTR (Unidade de Tratamento de Rio) existente nos fundos do centro pareciam emitir um recado simbólico do quanto é difícil empurrar a sujeira para debaixo do tapete.
Ao final do encontro, a cônsul britânica, Paula Walsh, diretores da federação inglesa de futebol e representantes do governo do Estado do Rio de Janeiro fizeram uma avaliação positiva do evento.

Joseli de Oliveira, de 35 anos e moradora da Rocinha, é uma das muitas que vê com ceticismo a iniciativa e acredita que nem a Copa do Mundo nem a visita dos ingleses, têm sido capaz de levar à comunidade benefícios reais.
"Na verdade ainda não tem nada de bom para a gente. Não deram nada para os moradores aqui. Mais tarde pode ser que o transporte funcione, as estradas melhorem. Mas desde que começou essa história de Copa, nada foi mudado para a gente".

Juntamente com outro título do Brasil, muitos na Rocinha continuam a torcer para que as jogadas dos craques não se limitem apenas ao marketing publicitário.




Fonte:Jefferson Puff/ BBC Brasil



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lei da Palmada?




Um lixo autoritário, apelidado de “Lei da Palmada”, foi aprovado nesta quarta no Senado, em votação simbólica, e seguirá agora para a sanção certa da presidente Dilma Rousseff. A madrinha do texto, que estava lá deitando seu proselitismo inteligente, é a apresentadora Xuxa. A gente sabe que ela ama as criancinhas. Bem, não sou político, né? Não dependo de voto nem preciso ficar bem com celebridades. Só tenho o compromisso de escrever aqui o que eu penso.

O Estatuto da Criança e do Adolescente já diz no nome as categorias que protege. Também há o Código Penal, que pode dar conta da conduta indevida dos pais ou dos responsáveis pela criança. Esse texto (íntegra aqui) só recebeu o apelido de “Lei da Palmada” porque, com efeito, um pai pode, sim, ser punido por dar um tapa do traseiro de seu filho. Trata-se de um notável mimo do autoritarismo, abraçado com entusiasmada ignorância por amplos setores da imprensa. Vamos ver o que a nova lei acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente:

Lei da Palmada
Lei da Palmada

Como se nota, não se define aí o que é “castigo físico” ou “tratamento cruel ou degradante”, certo? Então é preciso cuidar disso. E a Lei então especifica:

Lei da Palmada

Lei da Palmada 2

Ora, leitor amigo: um tapa na bunda “humilha” ou “ridiculariza” a criança? Quem vai definir isso? O que significa exatamente “humilhar”? Ou o que quer dizer, com precisão, “ridicularizar”? Ninguém sabe. Qualquer mãe, qualquer pai, qualquer pessoa encarregada da educação de uma criança estarão à mercê do juízo subjetivo do Conselho Tutelar ou de quem fizer a denúncia.

E se a denúncia for considerada procedente? Bem, aí entra o “estado soviético” para reeducar o cidadão. Vejam o que pode acontecer (sem prejuízo, claro!, de outras punições):

Lei da Palmada 3
Lei da Palmada 3

A coisa para por aí? Não! A nova lei institui um verdadeiro regime persecutório. Vejam o Artigo 245. Se uma pessoa que exerce função pública deixar de comunicar às autoridades casos de que tenha conhecimento, poderá ser punida com multa de até 20 salários mínimos — ou o dobro se for considerado reincidente.

Lei da Palmada 4
Lei da Palmada 4

Há algum funcionário público morando no seu prédio, leitor amigo? Se o seu moleque lhe der um chute na canela ou jogar pela janela o gatinho de estimação da irmã mais nova, não ouse dar um tapa da bunda dele. Limite-se a dizer: “O papai te ama. E a Xuxa também”.

Só para registro: nunca encostei um dedo nas minhas filhas. Oponho-me a qualquer forma de castigo físico, embora tenha levado, sim, alguns safanões da minha mãe — alguns deles, vejo hoje, até que merecidos. Não me fizeram mal nenhum. Não sou fumante, por exemplo, por falta de algumas chineladas no traseiro quando ela descobria os cigarros escondidos. Queriam o quê? Que ela me viesse com um tratado contra o câncer? As leis que temos são suficientes para punir pais violentos, sem que o estado se meta dessa forma estúpida nas famílias. A questão é de educação, ora bolas! Até porque cabe uma pergunta óbvia: se a proposta é que os pais eduquem seus filhos, ao invés de puni-los, por que o pai-estado opta por punir os adultos, em vez de educá-los? O estado recorre, assim, à palmada para punir a palmada???

Essa lei tem a idade mental do “Xou da Xuxa” e a idade moral do stalinismo e do fascismo.




Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Felicidade? É só utopia...!




Muitos nascem, crescem, constituem família, e não perdem a utopia da felicidade eterna, que só existe entre as crianças.

O poeta amazônico Thiago de Melo, em um de seus versos diz que “gostaria que um adulto confiasse em outro adulto, como uma criança confia em outra criança”. Pura poesia para uma profunda reflexão no mundo em que vivemos, e que sempre foi assim desde os mais remotos tempos bíblicos.

Como então enfrentar tanta crueldade durante a nossa passagem por aqui?

Muitos aceitaram as regras impostas pela sociedade materialista dominante. Pensamos que durante a nossa estada pela Terra, deveríamos deixar um legado de realizações para melhorar a vida de futuras gerações. Nada disso se viabilizará, porque é uma utopia, privilégio das crianças.

O jeito é aceitarmos que nossos pais não serão eternos, nossos corpos envelhecerão e não seremos imortais.

Também não somos donos de nada, desde a casa onde moramos - que um dia terá um novo morador - assim como nossos bens materiais acumulados, sacrificando lazeres e prazeres. Até as nossas plantas morrem. Nada nos pertence. Nossos filhos escolherão os seus caminhos e a família vai se esvaziando, não raro ficando reduzida a apenas um integrante.

Nossas fragilidades ficam expostas. Temos que aceitá-las para deixar de sofrer.

Apaguemos as amarras existentes dentro de nós, a procura da liberdade perdida com o nosso consentimento. O mundo continua. Nós seremos esquecidos. Simplesmente passamos por ele.

Resta-nos abrir os braços em busca da PAZ que, quem sabe um dia, será encontrada em algum lugar do Planeta.


Assim vivemos. Sempre em busca da felicidade, essa utopia das crianças!




Fonte: GABRIEL NOVIS NEVES


Quer ficar inteligente? Aprenda um novo idioma!



Falar uma segunda língua aumenta a inteligência, a fluência verbal e de leitura, mesmo quando o idioma é aprendido na idade adultas. Essas são as conclusões de um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Pesquisadores liderados pelo professor Thomas Bak, do Centre for Cognitive Ageing and Cognitive Epidemiology, compararam testes de inteligência de 262 pessoas. O primeiro teste do grupo foi feito quando essas pessoas tinham 11 anos de idade. O segundo teste foi feito quando já tinham mais de 70 anos.

O estudo, publicado na revista científica Annals of Neurology, concluiu que o grupo apresentava habilidades cognitivas significativamente melhores do que as registradas na infância.
Uma pesquisa anterior já havia concluído que ser bilíngue pode atrasar em vários anos o desenvolvimento de demência.

Dois tempos
O estudo tomou como ponto de partida resultados de testes de inteligência feitos em 262 escoceses quando tinham 11 anos de idade.
Os pesquisadores submeteram o mesmo grupo, agora com mais de 70 anos de idade, a novos testes, e analisaram o estado de suas habilidades cognitivas na velhice.
Todos os participantes disseram ser capazes de se comunicar em pelo menos uma outra língua além do inglês.

Desse grupo, 195 aprenderam a segunda língua antes dos 18 e 65 aprenderam depois dos 18 anos de idade. A pesquisa foi feita entre 2008 e 2010.
Inteligência e leitura

As áreas mais afetadas pelo aprendizado de uma nova língua é a da inteligência e leitura. As conclusões foram as mesmas tanto no grupo que aprendeu o segundo idioma na infância quanto no que aprendeu mais tarde.

Durante o estudo, uma das questões levantadas foi se as pessoas eram mais inteligentes e por isso aprenderam uma segunda língua ou, se por aprenderem um segundo idioma, tornaram-se mais inteligentes.
Bak disse que o padrão revelado pelo estudo era "significativo" e que as melhorias na atenção, foco e fluência não podiam ser explicadas pela inteligência original (constatada a partir dos testes feitos na infância).
"Esses resultados são de relevância prática considerável.

 Milhões de pessoas no mundo adquirem sua segunda língua mais tarde na vida. Nosso estudo mostra que ser bilíngue, mesmo quando a segunda língua é aprendida na idade adulta, pode ser benéfico para o cérebro em envelhecimento".



Fonte: BBC Brasil