segunda-feira, 4 de maio de 2015

Efeitos negativos do "junk food"!

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Uma experiência na qual americanos trocaram de dieta com africanos durante duas semanas demonstrou como a alimentação ocidental pode ser prejudicial à saúde.

Os pesquisadores americanos pediram para 20 voluntários dos Estados Unidos aderir a uma dieta com pouca gordura e rica em fibras. Enquanto isso, 20 voluntários da região rural da África começaram a consumir mais junk food.

Apesar de a experiência ter durado apenas duas semanas, o impacto foi visível. Os americanos foram beneficiados com menos inflamações no intestino.
Mas, os africanos começaram a apresentar mais problemas intestinais.

Especialistas alertam que não é possível tirar conclusões mais firmes com base em um estudo tão pequeno.
Mas, as descobertas dão base para a crença de que as dietas ocidentais modernas, que têm muita gordura e açúcar e pouca fibra, fazem mal à saúde.

Outros estudos, envolvendo imigrantes japoneses que foram para o Havaí, mostraram que em apenas uma geração de ocidentalização a incidência de câncer em uma parte do intestino grosso (cólon) aumentou, ficando semelhante à incidência entre os havaianos nativos.

E as pesquisas também mostram que o alto consumo de fibras, particularmente cereais e grãos integrais, reduz o risco de câncer no intestino. Mas, o alto consumo de carne vermelha ou processada aumenta este risco.

No estudo, os voluntários africanos consumiram a dieta típica de junk food, hambúrguer e batata frita.
Os voluntários americanos consumiram muitos tipos de feijões e leguminosas.
Todos os participantes fizeram exames médicos antes e depois da mudança de dieta.
A troca de dieta parece ter causado mudanças significativas nas células que forram o intestino e também mudanças nas bactérias que povoam o intestino. As mudanças para melhor ocorreram entre os voluntários americanos.

"Em apenas duas semanas, uma mudança na dieta, de uma composição ocidentalizada para uma dieta tradicional africana rica em fibras e com pouca gordura, reduziu estes biomarcadores (que indicam) risco de câner, indicando que provavelmente nunca é tarde para mudar o risco de câncer no cólon", afirmou Stephen O'Keefe, o pesquisador que liderou a pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Especialistas estimam que até um terço dos casos deste tipo de câncer poderiam ser evitados se as pessoas adotassem uma dieta mais saudável.

Para um porta-voz da instituição de caridade britânica especializada no combate ao câncer Cancer Research UK, ainda são necessários estudos maiores e mais extensos para chegar a uma conclusão mais definitiva sobre a mudança de hábitos alimentares.

"A troca de dieta também foi muito drástica, já sabemos que fazer pequenas mudanças as quais você pode manter no longo prazo é muito mais eficaz para manter um estilo de vida mais saudável."





Fonte: Michelle Roberts/BBC


Porque ainda existe revolta racial nos EUA!



Da varanda de sua casa, voltada para um estacionamento em Anacostia, bairro no sudeste de Washington, a aposentada Elaine Bush diz ter perdido a conta dos crimes que presenciou.

O último foi há poucos dias, ela conta à BBC Brasil. "Três mulheres desceram do carro e esfaquearam um homem parado na esquina. Ele sobreviveu, mas parece que ainda está no hospital", afirma Elaine, de 72 anos.

Habitada quase exclusivamente por negros, esta região da capital americana tem os índices de violência mais altos, as maiores taxas de pobreza e algumas das piores escolas da cidade.
Na manhã da última sexta-feira, mulheres com bebês de colo esperavam para ser atendidas por assistentes sociais num centro comunitário, enquanto moradores de rua abocanhavam pedaços de peixe frito servidos por uma igreja.

Do outro lado da ponte que liga Anacostia ao resto de Washington, porém, o cenário muda radicalmente conforme se avança para o noroeste da capital, um dos metros quadrados mais caros dos Estados Unidos e reduto de funcionários públicos, diplomatas estrangeiros e universitários. Muda também a cor dos moradores: os negros quase desaparecem da paisagem, enquanto os brancos se tornam maioria.

As diferenças ilustram a segregação racial que vigora em várias cidades dos EUA, 50 anos após a Suprema Corte declarar inconstitucionais as leis que separavam negros e brancos. Segundo analistas, a segregação e a desigualdade alimentada por ela estão na raiz dos episódios de violência policial que têm provocado protestos pelo país.

A última grande manifestação ocorreu na segunda passada em Baltimore, a 60 km de Washington. O ato terminou com 144 veículos destruídos, 15 focos de incêndio e 202 prisões, segundo a polícia local. O protesto foi convocado após a morte, sob custódia da polícia, do jovem negro Freddie Gray.

Nos últimos meses, outras mortes de negros por policiais - entre as quais a de Michael Brown em Ferguson, Missouri, e a de Eric Garner em Staten Island, Nova York - levaram milhares de pessoas às ruas em várias cidades americanas e reavivaram o debate sobre violência policial e racismo nos Estados Unidos.

Bairros brancos e negros
Um estudo publicado no fim de março pelo Brookings Institution, um centro de pesquisas e debates em Washington, analisou a composição racial nos bairros da cidade de 1990 a 2010. A pesquisa revelou que quase todos os bairros no leste da cidade têm ampla maioria negra, enquanto os bairros a oeste são habitados majoritariamente por brancos.

No período coberto pela análise, quase não houve mudanças nesse padrão. Segundo a prefeitura de Washington, dentre os seus 660 mil habitantes, os negros são o grupo mais populoso (49,5%), seguidos por brancos (35,6%), hispânicos (10,1%) e asiáticos (3,9%).

O estudo afirma que os bairros da capital americana com ampla maioria branca têm menos de 10% de suas famílias abaixo da linha da pobreza, enquanto nos bairros negros o índice é de 22%. A pesquisa revela ainda que, enquanto 97% dos adultos em bairros brancos concluíram o ensino médio, nas áreas negras 82% fizeram o mesmo.

Richard Rothstein, pesquisador associado do Economic Policy Institute e professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia (Berkeley), diz que as divisões raciais de Washington se repetem em Baltimore, Ferguson e em outras cidades onde mortes recentes de homens negros geraram repercussão nacional.

Desvalorização de áreas centrais e empobrecimento dos negros colaborariam para aumento de tensão nos EUA
"É um padrão que se vê no país todo porque as políticas que criaram essa segregação foram nacionais", ele diz à BBC Brasil.
Entre 1930 e 1950, afirma Rothstein, o governo americano concedeu empréstimos para que construtoras erguessem casas nos arredores das cidades com a condição de que não fossem vendidas a negros.

Graças aos subsídios federais, famílias brancas de baixa renda se mudaram para os subúrbios, enquanto famílias negras de renda equivalente foram deixadas nas áreas centrais das cidades.
Aos poucos, diz Rothstein, os empregos também se deslocaram para os subúrbios. Como as cidades americanas careciam de bons sistemas de transporte, a população urbana (majoritariamente negra) empobreceu.

A valorização dos subúrbios, por outro lado, enriqueceu as famílias brancas que haviam comprado casas subsidiadas. "Com o dinheiro que conseguiram com essa valorização, elas mandaram seus filhos para a faculdade e lhes garantiram bons empregos."

Enquanto isso, os bairros centrais se deterioraram e ficaram superpovoados. Os governos passaram então a demolir construções antigas e a subsidiar aluguéis para seus moradores.
Essas práticas, diz o pesquisador, geraram um dos maiores abismos existentes entre brancos e negros americanos. "Hoje uma família negra média ganha 60% da renda de uma família branca média, mas os bens imobiliários de uma família negra equivalem a apenas 5% dos de uma família branca."

Juventude rebelde
A desvalorização das áreas centrais e o empobrecimento dos negros, diz ele, foram acompanhadas pela piora da qualidade de suas escolas.

"Numa área com altas taxas de desemprego, pobreza e de abandono escolar entre os adultos, os pais não têm condições de ajudar os filhos em suas atividades e as escolas entram em colapso. Não importa o quanto se invista nessas escolas, os professores nunca poderão dar a atenção adequada a tantos alunos que necessitam de acompanhamento especial."

A deterioração das escolas, diz Rothstein, é central para entender a violência policial contra negros."A falência das escolas cria uma juventude rebelde, sem esperança nem empregos. Eles se tornam uma ameaça à polícia, e a polícia se torna uma ameaça para eles."

Nem o fim das políticas abertamente segregacionistas foi capaz de pôr fim às divisões, diz Rothstein. "Desde 1968, alguns afro-americanos conseguiram comprar casas em subúrbios brancos. Mas a maioria das casas nessas áreas é hoje cara demais para trabalhadores negros, cujos avós poderiam tê-las comprado durante o boom dos subúrbios se não houvesse restrições na época."

Outro obstáculo atual para que negros se mudem a subúrbios brancos, diz ele, são leis de zoneamento que proíbem a construção de residências para classes baixas nessas áreas. Além disso, ainda hoje donos de imóveis podem se recusar a alugar suas casas a beneficiários de programas habitacionais, restringindo-lhes ainda mais a oferta de áreas disponíveis.

Quando subúrbios aceitam moradias populares e donos de imóveis concordam em alugá-los a beneficiários de programas habitacionais, muitas vezes acabam por se tornar majoritariamente negros também. É o caso de Ferguson, cidade que integra a região metropolitana de Saint Louis, e de subúrbios no Estado de Maryland nos arredores de Washington.

Segundo Rothstein, nos últimos 50 anos, as diferenças entre negros e brancos se agravaram. "Embora uma pequena classe média negra tenha se integrado ao eixo da sociedade americana, os que ficaram para trás estão mais segregados hoje que nos anos 1960".

Cidade em transformação
Na varanda de sua casa, Elaine Bush diz se preocupar com os dez filhos, 22 netos e 18 bisnetos - quase todos moradores de bairros de maioria negra em Washington e arredores.

Elaine afirma que a cidade mudou muito desde sua infância, vivida em outro bairro negro no nordeste da capital. Após várias décadas de decadência, ela afirma que Washington voltou a receber investimentos e cita como exemplo os vários edifícios em construção entre Anacostia e o centro administrativo da cidade.

"Todos percebemos que Washington está mudando", ela diz. "Infelizmente, não está mudando para as minorias."



Fonte: BBC 

domingo, 3 de maio de 2015

Porque o Brasil é e continuará sendo um país de corruptos!



Porque já as eleições dos “nossos” representantes são realizadas de modo a institucionalizar o crime, pois os grupos econômicos, ao patrocinarem a eleição de Presidente, Governadores, Prefeitos etc., assim o fazem, como é natural, sob a condição de obterem financiamentos graciosos, participarem de licitações premiadas, privatizarem o espaço público, multiplicando lucros;

Porque num tal contexto, a política passa a constituir extraordinário atrativo para criminosos profissionais, em geral burocratas medíocres, desqualificados moral e tecnicamente, sem perspectiva fora da política;

Porque certos partidos políticos passam a funcionar, assim, como autênticas quadrilhas, cujos membros seguem a lógica do quem dá mais, por isso que trocam de legenda constantemente, impunemente;

Porque o sistema representativo é um engodo que conta com a participação do próprio eleitor, que não raro exige, em troca do voto, algum proveito, de modo que o voto constitui, por isso, apenas um expediente para legitimar e perpetuar o crime, afinal os eleitos não representam o eleitorado, mas os seus próprios interesses e os interesses dos grupos econômicos que os patrocinam;

Porque, apesar das fraudes, insistimos em perpetuar determinados criminosos no poder, e a tudo assistimos passivamente;

Porque a Polícia, que deveria, junto ao Ministério Público, formar instituição única, está subordinada ao Poder Executivo, de sorte que são prováveis investigados (Governadores, Prefeitos etc.) que em última análise comandam as investigações;

Porque criminosos políticos estão protegidos por um sem número de privilégios (foro privilegiado, imunidades parlamentares etc.) que os tornam grandemente imunes às investigações;

Porque a corrupção política traduz a nossa própria hipocrisia, a nossa indiferença, a nossa tendência ao jeitinho; afinal, corrupção é de algum modo interação/acordo entre corruptor e corrompido, entre eleitor e eleito;

Porque somos obrigados a votar, quando votar é um direito e não um dever, pois o eleitor tem, há de ter, a liberdade de votar em quem quiser, quando e se quiser, consciente e livremente;

Porque a democracia, essa desgastada metáfora, é uma palavra que remete a múltiplas relações de poder que nada têm de democráticas, relações freqüentemente de violência e tirania e permanentemente em mutação (Michel Foucault);

Porque punir criminosos, embora necessário, não é o mais importante; o mais importante consiste em identificar as estruturas de poder que possibilitam o crime e mudá-las radicalmente, pois problemas estruturais demandam intervenções também estruturais e não apenas intervenções sobre indivíduos;

Porque insistimos em preservar instituições absolutamente desnecessárias: Senado Federal, Câmara Distrital etc;

Porque, em vez de enfrentar os problemas em suas causas, em suas raízes, tentamos combatê-las em suas conseqüências, tardia, burocrática e simbolicamente; e isso equivale a não combatê-las;

Porque temos um Estado excessivamente burocrático, que tudo pretende resolver por meio de leis, demagogicamente;

Porque multiplicar leis não significa evitar novos crimes, mas multiplicar novas violações à lei (Beccaria); e as leis desnecessárias enfraquecem as leis necessárias (Montesquieu);

Porque mais leis, mais juizes/tribunais, mais conselhos, mais prisões etc, pode significar mais presos, mas não necessariamente menos delitos (Jeffery);

Porque o povo brasileiro acredita ser livre, mas está enganado: é livre apenas durante as eleições dos membros do Executivo e do Parlamento, pois, eleitos os seus membros, ele volta à escravidão, é um nada (Rousseau); é que a participação popular se limita ao sufrágio a cada quatro anos; mas eleitos “seus” representantes, não se tem qualquer controle sobre seus atos, e o cidadão, convertido em objeto e não sujeito da política, só poderá expressar sua indignação nas eleições seguintes;

O Brasil é e continuará sendo um país corrupto simplesmente porque está estruturado para sê-lo!




Fonte: Paulo Queiroz


Como o Governo nos rouba usando o FGTS!






Tem dois jeitos bons de fazer dinheiro sumir. Um é picar notas de R$ 50 para fazer confete. Outro é ter uma conta no FGTS.
Pense em R$ 1.000. Se depositaram essa grana no seu FGTS no ano 2000, hoje ela vai ter rendido 98%. Os R$ 1.000 viraram R$ 1.980.

Parece ok, mas tem um problema. Nesses 15 anos, a inflação acumulada foi de 213%. O que você comprava com R$ 1.000 na virada do século hoje só dá para levar para casa com  mais de R$ 3.000. Mais exatamemte, R$ 3.133, pelo menos segundo o INPC, o índice que cobre a inflação dos produtos consumidos pela maioria que ganha pouco, entre 1 e 5 salários mínimos. Se existisse um índice mais coxa, balizado só por preço de vinho, sedã e restaurante de toalha branca, a coisa iria para quase 10 paus.

Mas vamos ficar só no INPC mesmo, para não parecer que é apelação. Bom, só nisso, você perdeu R$ 1.000 para a inflação. Um terço do poder de compra que o seu dinheiro tinha desapareceu. Não volta mais. Tchau.

O mesmo dinheiro, guardado na poupança, teria rendido R$ 3139, contra aqueles R$ 3.133 do INPC. Ou seja: pau a pau com a inflação. Beleza. Poupança não é investimento, é só uma forma de proteger seu dinheiro da inflação. Se ela fez esse trabalho nos últimos 15 anos, parabéns. Porque o FGTS não fez.

Agora vamos comparar com investimento de verdade, que é o que interessa. Os mesmos R$ 1.000 que ficaram mofando no FGTS teriam virado R$ 5.160 se você tivesse comprado um título público que pagasse a Selic – sim, entendidos: já descontei 15% de imposto de renda e 0,5 anuais de taxa de administração, se não dava mais e sete paus.

Num CDB que paga 80% do CDI (a taxa dos empréstimos diretos entre banqueiros, sempre parecida com a Selic), daria R$ 4.791. Quase dois paus acima da inflação. Ganho real, não só manutenção de poder de compra. E isso num CDB vagabundo, que paga pouco, daqueles que os gerentes de banco oferecem aqui para a gente nas galés. Os CDBs firmeza mesmo, para quem tem cartão de crédito preto e estrelinha de três pontas na chave do carro, 100% do CDI, teriam dado R$ 5992. After taxes, sir. (sim, também dá para tirar 100% do CDI, ou mais, botando dinheiro em banco capenga – mas essa é outra história).

Porque a história aqui é a roubalheira do FGTS. A fórmula para corrigir o FGTS é marota: 3% + TR. A TR, taxa referencial, tem nome bonito. Mas não serve para nada. Pela lei, ela é um número super calculado, que leva em conta as taxas que os maiores bancos estão pagando no CDB e aplica um “redutor”. E taí o pulo do gato – ou do gatuno. Como o governo pode reduzir a TR o quanto quiser, não existe cálculo nenhum. É só uma taxa que o governo arbitra como bem entender. Tanto que, de setembro de 2012 a junho de 2013, a TR foi de zero. Zero. Parece que zero é uma taxa referencial que tende a ser menor que a inflação, né?




Nem sempre foi assim. Em 2005 e 2006, dois anos em que a economia estava tilintando, o FGTS rendeu mais do que a inflação. Em 2006 chegou a aplicar uma goleada. FGTS 5,03% X 2,81% Inflação.

E antes era melhor ainda. Entre 1995 (o primeiro ano do resto na nossa vida monetária, porque antes era Zimbabwe) e 1999, quando o cálculo passou a ser esse da “TR + 3%”, o FGTS bateu a inflação acumulada com folga: 98% contra um INPC de 54%. Ironia: o rendimento desses cinco anos entre 1995 e 1999 foi rigorosamente o mesmo que o dos 15 anos entre 2000 e 2014. Aí dá para ver o tamanho do rombo. E não, nada disso é uma defesa dos anos FHC – até porque foi sob o governo dele que o FGTS começou a perder da inflação. Também não é um ataque a toda a legislação trabalhista, para defender a terceirização. É só um fato. E contra fatos, só vale um argumento: o da Justiça.

Tanto que o STF considerou ilegal essa história de reajustar pela “TR” (daqui pra frente só escrevo essa trolha entre aspas). A própria Defensoria Pública da União já moveu ações exigindo o ressarcimento da inflação no FGTS, de 1999 para cá, mesmo para quem já sacou dinheiro. O único problema é que esse reembolso não virou lei para valer. Então você precisa entrar na Justiça para receber o que o governo te deve. É o que eu vou fazer.





Fonte: Alexandre Versignassi/Superinteressante. 



sábado, 2 de maio de 2015

Estamos realmente mais inteligentes?




Desde que começamos a acessar a internet em busca de informação, temos uma tendência a achar que somos mais inteligentes - quando, na verdade, a única coisa que aumentou foram os meios de acesso ao conhecimento. Pelo menos é isso o que diz um novo estudo, publicado noJournal of Experimental Psychology.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores fizeram nove experimentos. Nos dois primeiros, metade dos participantes deviam usar a internet para responder perguntas básicas (como um zíper funciona, por exemplo). A outra metade não tinha acesso à internet e devia indicar apenas o quanto se sentia capaz de responder às perguntas.

Depois os participantes deveriam responder perguntas de seis campos completamente não relacionados com as questões da primeira fase (do tipo 'como tornados se formam') e indicar se saberiam ou não responder a pergunta de forma completa. Aqueles que tiveram acesso à internet na primeira fase superestimavam sua capacidade de responder às perguntas se comparados com o pessoal que não acessou a web.

Em outro experimento, os pesquisadores disseram à metade dos participantes para pesquisar a resposta a uma pergunta (por que uma bola de golfe tem pequenas cavidades?) em uma URL específica. O segundo grupo teve uma aula sobre as cavidades da bola de golfe e depois respondeu à pergunta. Enquanto as respostas não variavam entre os dois grupos, o nível de confiança indicado pelo pessoal que usou a internet era bem maior.

Ainda em outra parte da experiência, participantes que tinham acesso a internet acharam que a atividade em seus cérebros era maior. Os pesquisadores mostraram a eles uma série de imagens de ressonância magnética e eles deveriam indicar qual representava seu cérebro. Entre os dois grupos, os 'internautas' indicaram as imagens com mais áreas ativas.

Outro experimento da série teve um resultado diferente, no entanto. Quando os dois grupos foram instruídos a responder uma série de perguntas autobiográficas (como 'por que você se sente próximo ao seu melhor amigo) os níveis de confiança se mantiveram equilibrados. Como não havia muita informação disponível sobre suas próprias relações pessoais, o grupo 'online' não era tão confiante.

A explicação pra isso é que a internet nos dá um senso falso de sabedoria - afinal, temos informações na ponta dos dedos. Mas o conhecimento não deve ser confundido com inteligência - essa inclui suas experiências pessoais, que, até certo ponto, não estão disponíveis online.




Fonte: Luciana Galastri/Galileu







Momento Poesia - Significado e Meia Lua

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Significado.

Andava sozinho pelo mundo
Procurando um significado
Para a minha tão triste existência.

Andava a procura de alguém,
Que desse significado para tão
Triste vivências,

Andava a chorar pelo mundo
Porque nada significava e nada
Sabia sobre esta vida.

Agora ando acompanhado
E tudo sei sobre a vida
Sei tudo sobre os significados
Dos grandes enigmas do sentimento

Porque encontrei você,
Amor da minha vida!


Eliézer


Meia Lua

“ Meia Lua é a fase, 
meia noite é a hora, 
meio tarde é o momento, 
meio triste estou agora. 
Meio só, você não veio, 
meio morto agora estou, 
meio desgosto que me abate, 
meia fé...você ligou!!! 
Meio crente de sua chegada, 
meio lento o tempo a passar, 
meio sono estou ficando, 
meio olho a te esperar .
Meio Sol já tá surgindo, 
meio dia já chegou, 
meia vida te esperando, 
para declamar-te meu amor." 


Wanderley Mendes Gomes

Guerra do Vietnã - 42 anos atrás!




A Guerra do Vietnã, cujo fim completou 42 anos, se estendeu de 1959, quando começaram os combates de guerrilheiros comunistas no Vietnã do Sul (na época uma ditadura apoiada pelos Estados Unidos), até que os últimos militares deixassem a capital, Saigon, em abril de 1975.

A tomada da cidade, hoje chamada Ho Chi Minh, pelas forças comunistas do Vietnã do Norte lançou as bases para a reunificação vietnamita e foi a maior derrota militar da história dos EUA - que se envolveram no conflito em 1961, temendo o avanço do comunismo.

Para americanos e vietnamitas, foi uma guerra custosa, sangrenta e divisiva.
O conflito marcou a história do Vietnã no século passado, deixou o país em ruínas, causou milhões de mortes e ainda desperta debates.

A seguir, dez dados sobre a guerra e suas consequências:
1. Rivalidade da Guerra Fria: O antigo Vietnã do Sul dependia da ajuda econômica e militar dos EUA, enquanto o Vietnã do Norte recebia apoio da União Soviética e da China.

2. Número de soldados: Mais de 2,5 milhões de americanos serviram na guerra; em 1968 havia 536 mil deles combatendo. Em 1973, quando os EUA aceitaram um cessar-fogo, as forças do Vietnã do Sul eram de cerca de 700 mil, enquanto as do Vietnã do Norte somavam cerca de 1 milhão de combatentes.

3. Número de mortos: Mais de 58 mil americanos e ao menos 1,1 milhão de vietnamitas morreram no conflito (algumas estimativas falam em 3 milhões de mortos). Outros países também sofreram baixas: foram mortos, por exemplo, mais de 4 mil soldados sul-coreanos.

4. Guerra internacional: Algumas nações enviaram tropas para ajudar os EUA; participaram do conflito milhares de soldados da Coreia do Sul, Tailândia, Austrália, Filipinas e Nova Zelândia.
A China também enviou um número substancial de soldados ao Vietnã do Norte: chegaram a 170 mil, para reparar os danos causados pelos bombardeios americanos e para ajudar na defesa aérea.

5. Guerra aérea: A Força Aérea dos EUA lançou 6,7 milhões de toneladas de bombas sobre o Vietnã; as forças aliadas do Vietnã do Sul, Austrália e Nova Zelândia lançaram outras 1,4 milhão de toneladas.
Esse montante corresponde a mais do dobro do volume de bombas lançado por Reino Unido e EUA - 3,4 milhões de toneladas - em operações na Europa e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

6. O tanque: Durante 20 anos, acreditou-se que um tanque do Vietnã do Norte - o de número 843 - tivesse sido o primeiro a avançar contra as portas do Palácio Presidencial de Saigon, em 30 de abril de 1975. Só em meados de 1990 que o Vietnã concluiu que foi obra de outro tanque, o número 390.

7. Arma icônica: Nenhuma outra arma está tão associada à Guerra do Vietnã quanto o fuzil AK-47. Foi a principal arma do Exército do Vietnã do Norte e das guerrilhas do Sul e se converteu na arma revolucionária preferida em todo o mundo.
As tropas americanas usaram sobretudo o fuzil M14 e, posteriormente, o M16. Os fuzis de assalto americanos eram de difícil manejo nas úmidas selvas do Vietnã.

8. Legado controverso: O Vietnã pediu, sem sucesso, compensação às vítimas do "agente laranja" - substância química jogada pelas tropas americanas no solo para destruir plantações agrícolas e desfolhar florestas usadas como esconderijo pelos inimigos, que acabou causando danos, malformação de crianças e contaminação, com efeitos que duram até hoje.



9. Divisão: Mais de 1 milhão dos chamados "boat people" (imigrantes que viajavam em barco) fugiram do Vietnã do Sul entre 1975 e 1989. A maioria se estabeleceu nos EUA.

10. Normalização: EUA e Vietnã normalizaram suas relações em 1995 e anunciaram um acordo amplo em 2013. O comércio bilateral movimentou quase US$ 35 bilhões em 2014.




Fonte: Quynh Le/BBC